segunda-feira, 8 de dezembro de 2008


Sarkozy diz que não se arrepende de encontro com Dalai Lama
REUTERS
PARIS - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, criticado pela China por sua reunião com o Dalai Lama no final de semana, disse nesta segunda-feira que não se arrepende do encontro.
Sarkozy despertou raiva na China ao se encontrar com o Dalai Lama, que é considerado pelo governo de Pequim como um separatista. Os chineses cancelaram uma conferência com a União Européia que aconteceria na França na semana passada como protesto pelo encontro.
O presidente francês encontrou o líder espiritual tibetano exilado em uma cerimônia com vencedores do prêmio Nobel da Paz na Polônia. Ele tinha evitado um encontro durante os Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto, quando o Dalai Lama visitou a França.
- A tarefa de um presidente francês é encontrar todos os vencedores de prêmio Nobel da Paz que queiram encontrá-lo, quaisquer que sejam suas origens, suas convicções, ou as causas que defendem - disse Sarkozy, em discurso para comemorar os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Sarkozy, cujo país ocupa a Presidência rotativa da União Européia até o final do ano, compareceu à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, em agosto, atraindo críticas dos ativistas que criticam o histórico da China em relação aos direitos humanos.
- Eu fui aos Jogos Olímpicos na China por ser um evento importante que os chineses organizaram perfeitamente e que foi um sucesso. Eu não me arrependo nem um pouco de ter representado a Europa lá, já que fui com o consentimento dos outros 27 chefes de Estado e de governo do bloco" - disse Sarkozy.
Sem se referir de forma direta à China, Sarkozy disse que os países ocidentais enfrentam um dilema ao lidar com regimes autoritários que não defendem os direitos humanos.
- Entre todas as dificuldades de ser presidente de um grande país como a França, a questão da melhor maneira para se conversar sobre os direitos humanos certamente tem sido a que me levou às maiores dúvidas e indecisões - disse.

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