sábado, 2 de fevereiro de 2008
CAPITULO IX- A VITÓRIA DO AMOR
No teatro Lívia se lembrou de Cesar e quase não prestou atenção na peça, quando encerrou a apresentação ele a convidou para jantar num restaurante muito fino, eles saíram do teatro, muitas pessoas passavam e se cumprimentavam. Na mesma calçada Cesar e Aline apareceram, saírem também do teatro, Aline estava com Pedro nos braços e Cesar com Vitoria, ele logo viu uma mulher que chamava atenção com um vestido branco, um penteado que a tornava ainda mais atraente do que já era, e para sua surpresa era Lívia mais bela que nunca, seu corpo tremeu quando ela se virou e seus olhares se cruzaram e Cesar teve a certeza que ainda a amava como na primeira vez que a encontrou no salão de madame Flor. Lívia parecia hipnotizada ao ver Cesar com Vitoria nos braços, ali estava o sinal no braçinho de Vitoria e Lívia teve a certeza que era sua filha. Vitoria estava com a cabeçinha no ombro do pai e com os braçinhos em volta de seu pescoço, Lívia se emocionou e descobriu que jamais esqueceria Cesar, eram as duas pessoas que ela mais amava no mundo. Lívia abriu os lábios num sorriso discreto como se agradece-se por ele esta protegendo sua filha. O Carro chegou e seu acompanhante a chamou. –Vamos Lívia. – Ele abriu a porta do carro e ela entrou ainda olhando para Cesar pela janela do carro, um lágrima teimou em cair e Lívia a enxugou discretamente, o carro seguiu seu destino e Cesar ali parado parecia petrificado. – Cesar meu amor vamos que as crianças estão com sono. - Claro Aline, vamos. – Eles entraram no carro e seguiram na direção contraria.
CAPITULO IX- A VITÓRIA DO AMOR
- Sebastião como vai? – Muito bem senhorita. –Eu o procurei mais não o encontrei na cidade. – Fui com os patrões até o Rio de janeiro e a senhorita não sabe como estou feliz em ver meus patrões felizes, eles adotaram um menino muito esperto, a patroa Aline ficou encantada com o menino que se chama Pedro já era seu nome no orfanato como ele já estava com quatro meses de vida e já atendia pelo nome então preferiram não mudar apenas acrescentar seus sobre nomes. – Lívia se entristeceu e ia se despedir quando Sebastião continuou. – Mas o patrão não adotou apenas um, quando viu uma garotinha de seis meses de vida ficou tão encantado que logo resolveu adotar o casal. – Uma menina? – Sim uma menina linda a senhorita precisa conhecer ela se chame vitória é tão meiga e carinhosa que o patrão não a larga por nada quando esta em casa. – Aonde adotaram as crianças? – Lá no convento senhorita, o patrão resolveu que seria lá o lugar perfeito para adotar uma criança. – Lívia tremeu, será que era a sua Vitoria que havia sido adotada por Cesar?
CAPITULO IX- A VITÓRIA DO AMOR
Ao chegar à cidade Lívia foi direto pra casa de madame flor, já era noite e com certeza o salão estava cheio mais era preciso enfrentar madame Flor e decidida entrou no salão, viu madame Flor rindo com um dos clientes, ela se aproximou temerosa e chamou por madame Flor que se virou e ao ver quem era franziu o cenho de ódio e disse: - Olhem quem chegou? Se não é a dama do salão. – Madame Flor eu. – Antes que Lívia pudesse se explicar levou uma bofetada tão violenta no rosto desferida por madame Flor que caiu no chão. – Quem você pensa que é Lívia? Se acha melhor que qualquer uma de nós aqui não é? Mas você não é melhor e fique sabendo que vai chegar o dia que nenhum homem vai olhar pra você, a sua beleza um dia vai acabar e com ela sua vida. – Dois clientes correram pra acudir Lívia e a ajudaram a se levantar. – Agora saia da minha frente não quero ver ou ouvir sua voz, amanhã teremos uma conversa muito séria.
CAPITULO IX- A VITÓRIA DO AMOR
numa noite Lívia entrou em trabalho de parto, uma irmã que fazia partos quando era necessário ficou com Lívia a noite toda e quando o dia estava amanhecendo Lívia deu a luz a uma linda menina que logo a chamou de Vitória, Lívia se emocionou tanto que ria e chorava ao mesmo tempo. A madre foi visita La e disse: - É linda sua filha Lívia, como vai chama La? – Vitória será seu nome madre, depois de tudo que passei foi uma vitoria ela ter nascido. – Descanse e curta sua filha, depois falaremos. – Lívia beijava sua filha a todo instante como era pequenina e frágil, a parteira antes de deixa La a sós com sua filha disse: - Vitória tem um sinal no braço igual ao seu Lívia. – Não tinha notado é verdade é um sinal de nascença. – É pra não se perder de vista. – Ela disse isso e saiu. Lívia ficou olhando aquele rostinho lindo a procura de alguma semelhança com Cesar e notou que seus olhinhos eram iguais ao do pai.
CAPITULO IX- A VITÓRIA DO AMOR
Aline encontrou o noivo em particular para lhe falar. –Aconteceu alguma coisa Aline? – Preciso lhe falar Cesar antes do casamento. – Ele esperou ela falar. - Lembra que fui a São Paulo fazer exames? – Sim lembro. – Os resultados chegaram antes de você voltar para o Rio de Janeiro e eu não posso esconder isso de você. – Esconder o que? – que não posso ter filhos Cesar não poderei ser mãe. - Ela disse isso com lagrimas nos olhos. –Tem certeza Aline? – Sim Cesar tenho certeza. – Ele a abraçou e disse: - Deve haver algum tratamento que reverta essa situação. – E se não houver? – Casaremos assim mesmo e procuraremos os melhores especialista no assunto. – Oh! Cesar como eu amo você. - Cesar voltou pra casa pensativo
CAPITULO IX- A VITÓRIA DO AMOR
Aline havia saído para dá um passeio a cavalo, Cesar que estava a cavalo foi procurar a noiva e a encontrou nas montanhas, ele gritou por ela e Aline sem acreditar foi até o noivo. – Cesar meu amor é você mesmo? – Sim sou eu seu noivo. - Ele desceu do cavalo e a ajudou a descer do seu cavalo, eles se beijaram e Cesar procurou senti seu beijo para não magoa La. – O que o trouxe aqui Cesar? - Quer casar comigo Aline? – Ela surpresa e feliz disse: - Claro meu amor. –Vamos falar com seu pai agora e marca a data do casamento. – Ela feliz montou e foram falar com seu Coutinho.
CAPITULO IX- A VITÓRIA DO AMOR
Dias depois Lívia Chegou ao convento e foi recebida pela madre superiora. – O que a traz aqui minha filha? – Preciso de sua ajuda madre pra evitar que eu cometa um crime. – Do que esta falando Lívia? – Estou grávida madre e não quero tirar meu filho, quero que nasça. – E o pai da criança? O que acha disso? – Ele não sabe madre e eu não pretendo contar. – Ele é casado não é? – Quase madre, ele é noivo. – Lívia você pode ficar até o bebê nascer, mas depois terá que decidir o que fazer. – Obrigada madre, muito obrigada. – Lívia beijou a mão da madre em agradecimento. Os meses passaram lentamente e Lívia passou a ajudar as freiras no orfanato para esquecer seus problemas e só se deitava quando estava muito cansada para não ficar pensando em Cesar ou em madame Flor a quem devia satisfações.
CAPITULO IX- A VITÓRIA DO AMOR
. No dia seguinte Lívia recebeu a noticia da morte do marido, mais não se importou, tinha outros problemas pra resolver, sua barriga estava crescendo e ela precisava sair da cidade com urgência. Ela decidiu deixar todas as jóias que recebeu de presente de Cesar pra madame Flor vender e não ficar no prejuízo e uma carta que dizia: - Preciso viajar com urgência mas deixo essas jóias como pagamento, volto quando estiver em condições para trabalhar. Perdoe-me por não me despedir. Lívia. No dia seguinte logo cedo Lívia saiu só com a roupa do corpo para não chamar atenção e não foi mais vista. Madame Flor ficou cheia de odeio quando leu a carta e desejou sinceramente que Lívia nunca mais voltasse.
CAPITULO IX- A VITÓRIA DO AMOR
CAPITULO IX A VITÓRIA DO AMOR
– Lívia não conseguiu encontrar com Sebastião pra saber de Cesar e voltou pro trabalho. 15 dias depois ela viu Sebastião na rua e o chamou. –Senhorita Lívia que bom que voltou. – Como vai Sebastião? – Bem e a senhorita? – Também estou ótima e seu patrão? – Meu patrão chega em alguns dias senhorita e esta louco pra lhe ver. - Sabe o dia Sebastião? – Não sei ao certo mais ou menos em cinco dias. – Muito obrigada Sebastião. – De nada senhorita. – Lívia voltou ao trabalho e foi se olhar no espelho, sua barriga ainda não estava aparecendo e ela estava disposta a afastar Cesar de vez da sua vida.
– Lívia não conseguiu encontrar com Sebastião pra saber de Cesar e voltou pro trabalho. 15 dias depois ela viu Sebastião na rua e o chamou. –Senhorita Lívia que bom que voltou. – Como vai Sebastião? – Bem e a senhorita? – Também estou ótima e seu patrão? – Meu patrão chega em alguns dias senhorita e esta louco pra lhe ver. - Sabe o dia Sebastião? – Não sei ao certo mais ou menos em cinco dias. – Muito obrigada Sebastião. – De nada senhorita. – Lívia voltou ao trabalho e foi se olhar no espelho, sua barriga ainda não estava aparecendo e ela estava disposta a afastar Cesar de vez da sua vida.
domingo, 27 de janeiro de 2008
A VINGANÇA- CAPITULO VIII
madame Flor fez um sinal pra Lívia que olhou pra porta de entrada e viu seu marido entrar, ela sentiu um mal estar ao revê-lo mas precisava manter-se de pé, ele estava velho e acabado com aparência de doente, mas Lívia lembrou de tudo que passou em sua mão e não teria misericórdia dele, lembrou de Carlos que foi morto sem chance de se defender e de seu filhinho que morreu antes mesmo de ver o mundo. Lívia respirou fundo e continuou fazendo carinhos no delegado a espera do momento que seu marido a visse. – Madame Flor foi recebe lo. – Que bom ter aparecido coronel. – Madame Flor eu só vim porque soube que tem uma mulher trabalhando aqui chamada Lívia. – Quer ficar com ela? Hoje não é possível, pois Lívia é uma das mais disputadas da casa e custa muito caro. – Aonde ele esta? Preciso ver essa mulher agora. – Como falei, ela já esta com um cliente mais têm outras garotas tão bela quanto a Lívia. – A senhora é surda ou esta tentando me ludibriar? - Calma coronel a minha casa é muito respeitada e não vai deixar de ser hoje só por causa de uma garota que é tão desejada que até eu fico com inveja. – Aonde ela esta? – Ele gritou nervoso. – Esta bem ali. – Madame Flor apontou para um canto do salão e Lívia aproveitou para encher o delegado de beijos por toda sua face, o coronel gelou ao ver que era sua esposa quem estava ali abraçada a outro homem se entregando a um homem que não era seu marido, o coronel ainda pensou em pegar a arma mas sentiu-se mal e caiu ali mesmo na frente de todo mundo, foi socorrido por seus homens que o acompanhou até aquela casa.
A VINGANÇA- CAPITULO VIII
ela começou a sentir enjôos e procurou um médico que depois de examiná-la disse rindo. – A senhora vai ser mamãe. – O que? – Esta grávida de quatro semanas. – Lívia queria se alegrar mais sabia que não poderia ter aquele filho. De volta pra casa chorou deitada na cama sem ter com quem conversar, era seu sonho ser mãe mais o destino não permitiria. No dia seguinte madame Flor apareceu na sua casa. – O que esta fazendo deitada? Esta doente? – Estava apenas descansando. – Não esta sabendo o que aconteceu hoje? – O que foi? – O dia de hoje vai ficar na historia Lívia.-Porque? – Guarde bem esta data treze de maio de mil oitocentos e oitenta e oito ( 13/05/1888 ), a princesa Isabel acabou de assinar a lei áurea libertando todos os escravos. – Lívia surpresa e feliz abraçou a amiga. –Que bom, eles agora serão homens livres. – Madame Flor se afastou e disse: - Vim aqui também pra avisa La que seu marido esta na cidade e hoje mesmo podemos resolver aquele assunto. – Sim claro será hoje estarei pronta. – Não esqueça que aparte do momento que ele entrar naquele salão saberá que você esta lá e saberá onde encontra La. – Não tenho mais medo dele, prepare tudo que estarei naquele salão com outro homem quando ele chegar. – À noite Lívia vestiu-se elegantemente e foi pro salão onde madame Flor a aguardava. –Você é muito bonita Lívia não foi à toa que enfeitiçou Cesar. –Tudo que Lívia queria era esquecer Cesar mais sabia que sempre alguém a lembraria com algum comentário. – Como vai ser? – Lívia queria saber. – Hoje você será do delegado de policia, desde que te viu não fala em outra coisa e a ocasião é muito propicia não acha? –Delegado de policia? – Sim, seu marido é muito violento e não sabemos como ele vai reagir e o delegado é o único que entra armado aqui por isso o escolhi a dedo para a noite de hoje. – E onde ele esta? –Ainda não chegou
UM AMOR DE VERDADE- CAP VII
Na manhã seguinte ele acordou tarde e chamou por Lívia. – Lívia venha que quero contar um sonho maravilhoso que tive com você. – Sebastião entrou no quarto e disse: - Bom dia patrão, eu ouvi o senhor chamar a senhorita Lívia. – Sim aonde ela esta? – A senhorita Lívia pediu para a levar até a cidade e mandou entregar essa carta. – Que horas são? – Já passa das dez horas. – Cesar levantou apressado, nunca tinha dormido tanto e talvez ele não tivesse sonhado e a perdera pra sempre. Ele pegou a carta e leu. – Adeus Cesar, não me procure mais, procure não viver de lembranças viva intensamente o amor que tem por Aline e descobrira que a ama verdadeiramente e seja muito feliz. Lívia. – O mundo parecia que desabara sobre ele mais Cesar Linhares não ia desistir tão fácil. – Sebastião prepare tudo pra viajem, iremos agora pra cidade. – Sim patrão. – Horas depois Cesar chegou a casa de madama Flor. – Aonde esta Lívia? Eu exijo ver e falar com ela agora. – Calma Cesar, Lívia não esta aqui. – Não minta pra mim, eu paguei três meses adiantado e quero Lívia agora, não tenho tempo a perde. – Ele se dirigiu até o quarto de Lívia mais ela não estava. – Cesar Eu não sei o que aconteceu mais quando Lívia aparecer terei um conversa séria com ela e se for o caso devolverei o seu dinheiro. – Não quero dinheiro. – Ele saiu sem saber onde procurar por ela. – Patrão esta quase na hora do embarque é melhor não perde a hora. - Não irei sem Lívia. – Cesar estava desorientado e estava disposto a não viajar para Europa sem Lívia e assim perdeu o embarque, voltou varias vezes a casa de madame Flor mais ninguém sabia de Lívia.
UM AMOR DE VERDADE- CAP VII
Ela beijou suavemente seus lábios e insistiu a beija lo até Cesar abrir os olhos com dificuldade mais voltando a dormir novamente mais Lívia não desistiu e o beijava com paixão até que ele despertou assustado. – Não Lívia. – Cesar sabia que ela estava quebrando uma regra que podia separa los pra sempre. – Nós merecemos isso Cesar por tudo que vivemos juntos
UM AMOR DE VERDADE- CAP VII
Horas depois teve medo ao ouvi vozes e galopes de cavalos vindo em direção a fazenda, não sabia quem eram e só teve a certeza que era Cesar quando se aproximaram, conheceu a voz de Bernardo que dizia: - Vamos levá-lo pro quarto, ele já perdeu muito sangue. – Sebastião prepare tudo vou precisar fazer uma pequena cirurgia. – Sim doutor. - Todos desceram dos cavalos e ajudaram a levar Cesar pro quarto, estava ensangüentado e Lívia sem saber o que fazer foi com eles, lágrimas caíram de seus olhos ao ver o estado em que seu amado estava. – Com cuidado Bernardo. - Cesar foi colocado na cama e Sebastião entrou com uma bacia cheia de água, lençóis limpos e a maleta de primeiros socorros que mantinha sempre em ordem pra qualquer eventualidade. – Preciso que faça pressão com gazes nesse local. – Disse o médico á Lívia. – Não sei doutor. – Sabe sim senhorita, agora me ajude que Bernardo precisa ir. – Ela pegou a gaze e pressionou no local. – Pressione com mais força, esse sangue precisa estancar ou ele terá que ir ao hospital coisa que nenhum de nós aqui pretende fazer. – Ela olhou pro rosto dele que estava inconsciente e pálido e chorou por ter recusado seu pedido de casamento. O médico tirou a bala que estava alojada junto ao ombro e fez um curativo após estancar o sangue. Cesar continuava desacordado e isso preocupou muito Lívia. – Por que ele não acorda? – Ele vai acordar senhorita, ele esta fraco por isso esta inconsciente, precisa de medicamentos que a senhorita administrara nas horas certas, entendeu? –Sim doutor, eu farei tudo pra Cesar melhorar. – Eu irei pra cidade e mandarei todos os medicamentos por um homem de confiança, pois ninguém pode saber o que aconteceu aqui ou podemos ser presos ou até mortos por libertarmos escravos que são propriedades dos fazendeiros, agora preciso ir pra providenciar os medicamentos, Cesar vai sentir muitas dores quando acordar e os medicamentos devem ser administrados assim que chegarem. – Obrigada doutor por salvar a vida dele. – Não precisa me agradecer, Cesar é um grande amigo e o mais destemido de todos nós, ás vezes parece maluco mais amado por todos. Até breve senhorita. – Lívia é meu nome. – E o meu é Julio foi um prazer conhece La, pois Cesar não para de falar na senhorita. – Julio partiu e ela ficou o tempo todo ao lado de Cesar que permanecia inconsciente, ela deitou ao seu lado e segurou sua mão com carinho. – Não morra meu amor.
UM AMOR DE VERDADE- CAP VII
Dias depois Lívia foi falar com madame Flor. – Vou pessoalmente até a fazenda do seu marido e convencê-lo a comparecer aqui no dia marcado. – É muito perigoso ir até lá. – Mas irei assim mesmo, não tem como ele desconfiar. – Me faça um favor, procure saber de Preta e Zefa, são escrava da casa e minhas amigas. – Farei o possível, mas não posso chamar a atenção ou ele pode desconfiar. – Eu sei mais queria tanto saber delas.
UM AMOR DE VERDADE- CAP VII
– Então vamos. – Disse a madre. – Foram todos visitar o orfanato e Lívia viu os olhos de Cesar brilhar ao brincar com as crianças, a madre notou o interesse dele e disse: - Hoje podemos receber crianças de ambos os sexos, graças a doação anônima de um benfeitor. – Quantas crianças lindas vocês tem aqui madre. - Já sabe onde adotar quando chegar a hora certa meu filho. – Ele olhou pra madre e ficou pensativo. Demoraram mais um pouco, pois Cesar estava encantado com as crianças.
UM AMOR DE VERDADE- CAP VII
– Lívia é você? – Sim irmã sou eu. –A madre vai ficar muito feliz em revê-la. – Elas entraram e Lívia foi levada até a sala da madre. – Já esperava por você minha filha. – Lívia a abraçou com lágrimas nos olhos. – Me perdoe madre. – Eu não tenho que perdoá-la de nada Lívia, você é quem precisa se perdoar. – Eu não podia deixar de vim. – Eu sei, amanhã faz um ano que você chegou aqui. – Preciso ver onde meu filho foi sepultado e orar a Deus por sua alma. –Precisa orar por você minha filha, pois sinto que não deixou de odiar seu marido e ainda pensa em vingança. – Madre não consigo esquecer o que ele fez comigo matando o homem que mais amei na vida e o fruto desse mesmo amor. – Lívia não se conserta um erro cometendo outro. Agora vá descansar depois conversaremos. – Lívia ficou no mesmo quarto que se hospedara um ano atrás. Foi dormi cedo e sonhou que estava num jardim muito florido com crianças correndo por todo lado até Carlos aparecer, estava lindo com uma roupa branca e um sorriso nos lábios. – Lívia meu amor que saudade. – Carlos que bom te ver, cadê nosso filho? – Esta bem ali. – Ele apontou pra uma criança que vinha em sua direção, era um menino lindo e ela o abraçou com carinho. – Meu filho querido. – E o beijava sem parar. – Mamãe que bom que veio me ver, papai sempre disse que você vinha. – Meu filhinho como te amo. – Ela acordou ainda sentindo seu filho em seus braços e chorou como uma criança. Ainda era cedo mais mesmo assim ela se levantou e se trocou indo até o cemitério, chegou onde seu filho fora enterrado e se ajoelhou chorando. – Me perdoe filho por não ser uma boa mãe. – Depois de muito chorar Lívia foi visitar o orfanato.
UM AMOR DE VERDADE- CAP VII
– Minha mãe consegui tudo que quer e papai fica na bronca, mais vamos falar em nós e no nosso casamento. – Não seria melhor deixarmos para depois da minha formatura para juiz de direito? – Por mim casaria agora mesmo não sei por que você quer esperar tanto. – Veremos isso depois. – Vamos dançar um pouco que faz tempo que não danço. – Claro vamos. – Eles estavam dançando quando Aline disse: - Cesar você esta diferente, o que aconteceu com você? – Nada Aline só ando trabalhando demais. – Então procure trabalhar menos que quero você do jeito que conheci apaixonado por mim. – Claro meu amor eu vou trabalhar menos. – E após o casamento quero que se mude de vez para o Rio de janeiro. – Cesar nem pensaria nisso, pois não queria se afastar de Lívia. –Você sabe que meu trabalho é aqui, já tenho clientes e me acostumei a trabalhar em São Paulo por isso não me peça pra mudar de vez para o Rio de janeiro. – Esta bem não vamos brigar por isso, não precisa ficar nervoso eu não sou tão radical assim, agora me beije que estou esperando desde que me pegou no hotel - É que não fica bem Aline, sua mãe confiou em mim e eu não quero decepciona La. – E preferi me decepcionar? – Ele não achou outra saída que beija La na boca, mais não tinha emoção e Aline logo se afastou dizendo: - Você esta mudado Cesar e não adianta dizer o contrario. – Ela voltou pra mesa e pegou sua bolsa. –Me leva pra casa, por favor. – Aline me perdoe é que ando muito cansado. –Ela foi para o carro e ele foi atrás. - Aline diga que me perdoa? – Por que Cesar? Você conheceu outra mulher? – Claro que não. – Não sei não Cesar você esta muito mudado e isso me cheira a mulher.
UM AMOR DE VERDADE- CAP VII
- Enquanto isso no apartamento de Cesar sua noiva Aline e seus pais acabavam de chegar, ela muito elegante, de cabelos castanhos claros e longos olhos verdes e pela clara. Sua mãe uma senhora muito elegante como a filha e seu pai um homem muito sisudo e calado. – Sejam bem vindos. – Disse Cesar gentil como sempre. – Estava com saudades meu amor. – Disse Aline beijando-o no rosto. –Também estava, entrem e fiquem a vontade. – Já nos hospedamos pois passamos aqui mais cedo e você não se encontrava. –Disse Couto Melo o pai de Aline meio aborrecido. – Me desculpe senhor Couto Melo é que precisei sair e me atrasei. –Vamos entrar meu bem que Cesar não tem que nos dá explicações, ele esta em sua casa e nós somos apenas visita. – Disse dona Agripina sempre muito alegre, beijou a face de Cesar e todos entraram e sentaram na sala. – Vamos com Aline até o hospital onde ela fará alguns exames. – Disse Couto Melo. – Faço questão de ir junto. – Disse Cesar olhando para a noiva.
UM AMOR DE VERDADE- CAP VII
Livia voltou pra casa de madame Flor. – Até que fim chegou. – Demoramos mais que o esperado mais estou aqui. – Lívia quero saber se você esta realmente decidida a vinga-se de seu marido. – Sim estou e não vejo a hora de revê-lo. – Então preparasse e já sabe como vai se livrar de Cesar? –Ainda não mais darei um jeito, não quero Cesar aqui no dia marcado do coronel aparecer. – Então vá pensando no jeito de livrar-se dele, é um ótimo cliente e sei que corro o risco de perdê-lo mais prometi a você e vou cumprir.
UM AMOR DE VERDADE- CAP VII
– Vai sair de madrugada pra onde Cesar? – Preciso sair mais volto ao amanhecer. – Segredos eu já percebi que você os tem. – Todos nós temos segredos. - Eles deitaram cedo, pois Cesar tinha que sair ás duas da manhã. Lívia não ficou tranqüila e sonhou com o coronel chegando à fazenda e atirando em Cesar, ela acordou suando frio e notou que Cesar havia saído. – Meu Deus que nada de mal aconteça a Cesar. - Eram quatro da manhã e Lívia não conseguiu dormir mais, uma hora depois ela ouviu vozes vindo da sala e correu pra ver do que se tratava, Cesar estava deitado no sofá e Bernardo segurava sua perna que sangrava sem parar. –O que ouvi? Cesar meu amor o que aconteceu? – Senhorita é melhor levarmos ele pro quarto. – Esta bem eu ajudo. – Eles levaram Cesar pro quarto e o deitaram na cama. Ambos estavam vestidos de preto. – O que aconteceu com Cesar? – Não posso revelar nada agora quando Cesar melhorar ele mesmo vai lhe contar, agora precisamos estancar esse sangue. – Cesar abriu os olhos e disse: - Lívia no guarda-roupas tem uma maleta branca lá vai encontrar material suficiente pra limpar e cuidar do ferimento. – Ela correu e pegou a maleta. – Esta aqui Cesar o que faço agora? – Precisa estancar o sangue. – Como? Nunca fiz isso. –Você vai consegui. – Ele rasgou a perna da calça e ele se assustou com o corte em uma perna. – O que foi isso? – Uma chicotada, agora eu sei o que os escravos sentem. –Ele riu e ela disse: - Não brinque com isso Cesar o corte é feio. – Pode ir Bernardo e peça a Sebastião pra cuida do meu cavalo ele também foi atingido. – Não se preocupe eu darei o recado, agora descanse eu volto depois pra ver como você esta. – Os dois ficaram a sós e ela disse: - Estava brincando de super-herói? – Ele não respondeu e ela fez pressão com gazes pra estancar o sangue, quando conseguiu fez um curativo e ele respirou fundo. – Obrigado Lívia, eu pensei que ia morrer. – Onde estava? Por que levou uma chicotada? – Eu sou um louco que vive a soltar escravos das fazendas. – E você diz isso nessa tranqüilidade? Você quer morrer ou ser preso? – Não posso deixar esse povo sofrer nas mãos dos brancos, são gente e merecem respeito. – Eu sei e não sou a favor da escravidão mais isso é loucura. – Não brigue comigo, apenas me abrace e fique aqui.
UM AMOR DE VERDADE- CAP VII
– Meus pais são fazendeiros, moram no Rio de janeiro e têm 250 escravos, eu prefiro morar em São Paulo me formei em advocacia mais pretendo ser juiz de direito. –Por que esta me contando sua vida? – Minha noiva se chama Aline nos conhecemos desde criança e nossos pais resolveram que vamos casar ela é encantadora. –Você a ama? – Diria que sim se não fosse você. – Case-se com ela Cesar e seja muito feliz, eu não sou mulher pra você. – Ele estendeu os braços e disse: - Preciso de você Lívia, preciso que fique comigo não consigo viver sem você. – Ela sentou junto dele e o abraçou. – Meu coração esta fechado meu querido, não consigo mais amar, você é maravilhoso demais pra mim.
UM AMOR DE VERDADE- CAP VII
Me desculpe Cesar vou ser mais carinhosa com você. – Por obrigação? Esqueça Lívia. – Eles ficaram em silêncio até ela dizer. – O que quer que faça Cesar? Peça e eu farei, vamos acabar com esse desentendimento. – Ele olhou pra ela e disse: - Seja minha amante Lívia. – O que? – Seja minha amante, deixe aquela casa e venha morar aqui comigo. – Não posso Cesar não me peça o impossível. – Não pode por quê? O que a impede? - Vamos acabar com essa conversa e voltar pra casa – Ela se levantou e ele foi atrás. – Lívia eu amo você. – Ela parou de andar estava surpresa com a declaração dele. –Você ouviu o que eu disse? – Não devia ter dito isso Cesar. – Ele a abraçou com carinho e disse: - Me diga que quer ser minha amante. – Vamos deixar tudo como esta e voltar pra fazenda.
UM AMOR DE VERDADE- CAP VII
- Sebastião eu preciso enviar uma quantidade em dinheiro a dois endereços mas não poderá dizer quem mandou entendeu? – Sim senhorita. – É só entregar anonimamente, aqui estão os endereços não se assuste que um é um convento lá elas possuem um orfanato. – Não precisa me da explicações senhorita apenas os endereços que vou agora mesmo. – Muito obrigada Sebastião. – Ela beijou sua face e entregou os envelopes. -Aqui esta seu pagamento e as despesas.
UM AMOR DE VERDADE- CAP VII
Duas horas depois Sebastião bateu na porta, ela abriu e ele disse: - O patrão espera no carro senhorita. – Então vamos. – Quando entraram no carro ela perguntou: - Antes queria saber se você conhece algum portador de confiança. – Sim conheço, por quê? – Preciso enviar duas encomendas com urgência. – Sebastião é meu portador e de inteira confiança quando chegarmos ao nosso destino ele poderá lhe servir e não se preocupe que se pedir segredo a ele nem eu saberei do que se trata. – Eu pagarei todas as despesas e o serviço dele. – Esta bem Lívia, agora vamos.
UM AMOR DE VERDADE- CAP VII
. – Eles saíram a procura de Lívia e depois de meia hora Cesar a viu sentada no meio fio chorando. – Lívia pelo amor de Deus, não faça mais isso. – Ele a ajudou a se levantar e enxugou sua face com um lenço. – É isso que sou na realidade, ninguém. – Não diga isso, pra mim você é muito importante e não me importo com comentários de estranhos que não sabem nada além de falar da vida alheia. – Não Cesar, eu estou com você por que me paga no dia que não puder paga serei de outro isso é a realidade. – Ele a abraçou com carinho até ela se acalmar e depois voltaram pro apartamento. Ela tomou um tranqüilizante e dormiu .
UM AMOR DE VERDADE- CAP VII
No restaurante Lívia ficou fascinada com tanto luxo, seus olhos brilhavam de tanta alegria. Ele pediu um vinho e disse: - Vamos brindar. –Brindar ao quê? – A você Lívia, a sua alegria. – Ele estava sempre com um sorriso nos lábios e isso cativou Lívia. Depois do jantar ele se levantou e estendeu as mãos pra ela. – Me concede uma dança? – Eu não sei dançar. – O quê? Não sabe dançar? Levante que esta na hora de aprender. –Vou pisar seu pé Cesar. – Não tem importância Lívia, terei o maior prazer em ensiná-la. – Ela se levantou e ele a acompanhou até a pista de dança. Ele a enlaçou pela cintura e disse: - Relaxe o corpo e deixe o resto por minha conta. – A música tocava lenta e ela se deixou levar pelos movimentos do corpo de Cesar. Seu rosto tocava o dele e ela sentiu o cheiro de sua colônia e não quis pensar em mais nada, fechou os olhos e assim ficou por muito tempo. Dançaram até cansar e Lívia sentiu uma tontura se segurando no braço de Cesar. – O que ouve Lívia? – Acho que foi o vinho, não tenho costume de beber. – Ele prontamente a pegou nos braços como uma criança. – Me coloque no chão, você ficou louco? – Não quero que tombe e caia. – Ele falou com tanta ternura que Lívia se deixou levar.
Assinar:
Comentários (Atom)

