domingo, 27 de janeiro de 2008

UM AMOR DE VERDADE- CAP VII

Horas depois teve medo ao ouvi vozes e galopes de cavalos vindo em direção a fazenda, não sabia quem eram e só teve a certeza que era Cesar quando se aproximaram, conheceu a voz de Bernardo que dizia: - Vamos levá-lo pro quarto, ele já perdeu muito sangue. – Sebastião prepare tudo vou precisar fazer uma pequena cirurgia. – Sim doutor. - Todos desceram dos cavalos e ajudaram a levar Cesar pro quarto, estava ensangüentado e Lívia sem saber o que fazer foi com eles, lágrimas caíram de seus olhos ao ver o estado em que seu amado estava. – Com cuidado Bernardo. - Cesar foi colocado na cama e Sebastião entrou com uma bacia cheia de água, lençóis limpos e a maleta de primeiros socorros que mantinha sempre em ordem pra qualquer eventualidade. – Preciso que faça pressão com gazes nesse local. – Disse o médico á Lívia. – Não sei doutor. – Sabe sim senhorita, agora me ajude que Bernardo precisa ir. – Ela pegou a gaze e pressionou no local. – Pressione com mais força, esse sangue precisa estancar ou ele terá que ir ao hospital coisa que nenhum de nós aqui pretende fazer. – Ela olhou pro rosto dele que estava inconsciente e pálido e chorou por ter recusado seu pedido de casamento. O médico tirou a bala que estava alojada junto ao ombro e fez um curativo após estancar o sangue. Cesar continuava desacordado e isso preocupou muito Lívia. – Por que ele não acorda? – Ele vai acordar senhorita, ele esta fraco por isso esta inconsciente, precisa de medicamentos que a senhorita administrara nas horas certas, entendeu? –Sim doutor, eu farei tudo pra Cesar melhorar. – Eu irei pra cidade e mandarei todos os medicamentos por um homem de confiança, pois ninguém pode saber o que aconteceu aqui ou podemos ser presos ou até mortos por libertarmos escravos que são propriedades dos fazendeiros, agora preciso ir pra providenciar os medicamentos, Cesar vai sentir muitas dores quando acordar e os medicamentos devem ser administrados assim que chegarem. – Obrigada doutor por salvar a vida dele. – Não precisa me agradecer, Cesar é um grande amigo e o mais destemido de todos nós, ás vezes parece maluco mais amado por todos. Até breve senhorita. – Lívia é meu nome. – E o meu é Julio foi um prazer conhece La, pois Cesar não para de falar na senhorita. – Julio partiu e ela ficou o tempo todo ao lado de Cesar que permanecia inconsciente, ela deitou ao seu lado e segurou sua mão com carinho. – Não morra meu amor.

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