quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

A TRAIÇÃO- CAPITULO III

Pouco tempo depois o filho do capataz chegou sem entender bem o recado que recebera da escrava. – O patrão chegou? – Não, fui eu quem mandou chamá-lo, como se chama mesmo? – Carlos, mas o que houve aqui pra mandar me chamar patroa? – Olhe essas sacas de café estão abertas e podem se estragar. – Eu mesmo supervisionei todas elas como isso pode acontecer? – Ele foi amarrar as sacas e Lívia deu uma olhada pra ver se vinha alguém, tudo estava calmo, ninguém por perto. Enquanto ele amarrava as sacas ela se aproximou e quando ele se virou ficaram bem próximos, ele ficou sem jeito e disse nervoso. – Eu preciso ir patroa, os escravos não podem ficar sós. – Porque a pressa? Esta com medo de mim? – É que se o patrão souber que estive aqui com a patroa não vai entender. –Ele não é meu dono, eu faço o que quero, ele goste ou não. – É melhor eu ir. – Ele ia se afastar, mas Lívia se desequilibrou e se não fosse ele teria caído, Lívia sentiu seu corpo quente junto ao seu e não resistiu, beijei-o na boca, Carlos ficou surpreso e se afastou nervoso. – Não brinque com fogo patroa eu não quero que se fira e sofra depois. – Porque diz isso Carlos?.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A TRAIÇÃO

A TRAIÇÃO

Cinco meses depois o coronel precisou viajar a negocio e passaria alguns dias fora e foi logo dizendo. – Dessa vez se sair do quarto será castigada sem piedade. – O tronco será meu castigo coronel? – Já avisei Lívia, não me desobedeça. – Ele se aproximou dela e acariciou seus cabelos dizendo. –Tudo poderia ser diferente Lívia mas você dificulta o nosso entendimento, eu comprei você a peso de ouro e não me arrependo pois era a única maneira de tela ao meu lado, eu a amo loucamente e desejaria que fosse muito feliz ao meu lado. – Não posso ser feliz vivendo prisioneira aqui, eu quero sair respirar ar puro, ver meus pais. – Nunca Lívia peça qualquer coisa menos isso, não suportaria viver sem você. –Lívia se afastou dele e disse: - Não há entendimento possível entre nós coronel e como já lhe disse a única coisa que tem de mim é meu corpo e nada mais. – Ele segurou meu braço e disse sério. – Você me pertence Lívia não se esqueça disso nunca e por hipótese nenhuma olhe pra outro homem entendeu? – Sim coronel entendi sou sua mercadoria mais valiosa não é? Não vou esquecer. – Ele saiu cuspindo fogo e trancou a porta por fora.

domingo, 13 de janeiro de 2008

VIDAS ENTRELAÇADAS- CAPÍTULO II

O CASAMENTO
- Lívia estava vestida com um lindo vestido de noiva, porém sua tristeza era tamanha que nem percebeu os detalhes do vestido. O casamento foi realizado na fazenda sem a presença de convidados, apenas o advogado do coronel e um amigo pessoal que serviu de testemunha. Depois da cerimônia ela recolhe-se sem mais nenhuma esperança de fuga, estava morta por dentro e não saberia se um dia voltaria a sorrir. Logo após os dois convidados partirem o coronel entrou no quarto, dessa vez Lívia o encarou cheia de odeio. - Veio pegar a mercadoria que comprou coronel? Não sei quanto gastou comigo, mas sei que vai se arrepender amargamente, pois nunca terá o meu amor ou meu afeto, terá apenas meu corpo e nada mais... O que esta esperando? Venha e pegue o que é seu. – O coronel estava com os olhos crispando de odeio e aquela noite foi à primeira de muitas noites dolorosas de sua existência.