sábado, 26 de janeiro de 2008

UM AMOR DE VERDADE- CAP VII

– Essa é a minha mais nova pupila, ela não é linda? – Todos concordaram e foram se chegando pra se apresentar, mas Lívia não conseguia se concentrar nos nomes, apenas ria e cumprimentava a todos. – Esta se saindo muito bem Lívia. – Disse madame Flor . Uma hora depois um cliente se aproximou e beijou Madame Flor na face. – Como vai Cesar? –Muito bem e vejo que sua nova pupila é mais bela que qualquer outra que já vi. – Lívia olhou pro cliente e notou como era jovem e belo, olhos negros, cabelos castanhos claros crespo. – Posso conversar com ela? Como se chama mesmo? – Lívia é o nome dela e fique a vontade meu amor. –Disse madame Flor com um sorriso malicioso. Os dois estavam a sós agora e Cesar a olhava com atenção. - O que foi? Há algo errado comigo? – Não Lívia não é isso é que você é tão linda. Eu acho que vou falar com Madame Flor, me espere aqui que volto logo. – Lívia não entendeu nada mais concordou e viu Cesar se afastar, outro cliente se aproximou mais Lívia apesar de sorri pra ele não prestava atenção no que dizia. 15minutos depois Madame Flor se aproximou e disse: - Sinto muito Sr. Giovane mas Lívia acabou de ser contratada exclusivamente por um cliente. – Que pena Madame Flor , mais vou esperar minha oportunidade. – A gora me dê licença. – Madame Flor levou Lívia até sua sala e disse: - Você tirou a sorte grande menina, acaba de ser contratada por Cesar Linhares e ele pagou muito bem. Agora você ira pro quarto, pois ele a espera e não se preocupe que Cesar é um cavalheiro. – Lívia não sabia se aquilo era bom ou ruim mais tremia feito vara verde. – E não se esqueça das regras. – Lívia entrou no quarto e fechou a porta. Cesar estava sentado na cama com um livro nas mãos. – Você demorou. – Me desculpe Sr. Linhares não vai acontecer mais. – Esse livro é seu? – Sim. – É muito bom pelo que li no índice. Você se interessa pela escravidão? – Um pouco. – Sente aqui Lívia, não precisa ter medo. - Ela se aproximou e sentou junto dele. Cesar a admirava e percebeu seu nervosismo. Ele acariciou seus cabelos e disse: -Lívia por que treme desse jeito? Esta com medo de mim? – Eu não queria. –Olhe pra mim. – Ela olhou estava preste a chorar. – Lívia não farei nada que a deixe triste, confie em mim. – Ele a aconchegou em seus braços com carinho e assim ficaram até amanhecer o dia.

UM AMOR DE VERDADE- CAP VII

– Lívia se aprontou e meia hora antes já estava a espera de sua protetora. Madame flor chegou na hora marcada, estava muito elegante e risonha. – Como vai madame flor? – Vou bem e você? – Estou ótima. – Elas se sentaram de frente uma pra outra. – Eu gostaria de agradecer por tudo que fez por mim. – Antes quero que você me fale um pouco de si mesma Lívia. – Não queria falar de mim madame flor, queria pagar-lhe por tudo que fez por mim. –Você vai me pagar, mas quero que fale de você, agora. – Lívia sentiu um calafrio percorrer sua espinha e decidiu que falaria omitindo algumas verdades. – O que deseja saber madame flor? - Seu nome é Lívia mesmo? – Sim esse é meu nome verdadeiro. – Você veio de onde? – Do sul. – E sua família? Seus pais?. –Não tenho ninguém, meus pais já morreram e eu era filha única. – Por que veio pra essa cidade? – Não escolhi, simplesmente cheguei aqui, poderia ter sido em qualquer cidade. –Você é uma mulher muito bonita, atraente, por que esta sozinha? – Lívia gelou, não queria falar no coronel. – Madame flor, por que quer saber de minha vida? –Você foi casada não foi? – Não. – Por que mente pra mim Lívia? Essa marca no seu dedo foi de uma aliança e não adianta negar. – Lívia sentiu que deveria falar a verdade e disse: -Sim fui casada, mas não gostaria de falar nesse assunto. – Por quê? Ele te batia? – Sim ele me batia era um carrasco. – Lívia se levantou com os olhos cheios de lágrimas. – Ele me comprou, e me fez sua escrava e eu o odeio por isso. – Ele é rico? – Dono de fazendas. –Você acha que ele colocaria os pés aqui nessa cidade? – Não sei e espero sinceramente que nunca mais apareça na minha frente. – Por quê? Você o mataria? – Matar? Não sei mais queria que sofresse muito. – Eu posso ajudá-la a se vingar dele, se você quiser. – Lívia olhou pra madame flor espantada. –Vingar-se? – Sim, pense no assunto e mande me chamar quando resolver. – Nos últimos dias Lívia não parou de pensar em vingança, por ela, por Carlos e por seu filho. Mas até onde ela iria pra conseguir se vingar? Algo dizia que ela deveria retroceder, mas ia viver deque? Não voltaria atrás estava decidida, mandou chamar madame flor e disse: - Aceito sua ajuda, me diga o que fazer. – Boa decisão Lívia, mas esta disposta a tudo? – Sim estou disposta a tudo. – Madame flor abriu os lábios num sorriso malicioso e disse: -Venha comigo Lívia, vou te mostrar o local onde vai trabalhar. –Lívia a seguiu e entraram em uma casa de prostituição muito luxuosa. Todos pararam ao verem madame flor. – Continuem com o trabalho. Madalena venha até aqui. – Uma das mulheres que trabalhavam ali foi até elas. – Sim madame flor. – Essa é Lívia, ela vai trabalhar pra mim, mostre a ela a casa, lhe dê roupas adequadas, maquiagem, perfume e depois a leve ao meu escritório para acertarmos os últimos detalhes. – Sim senhora, vamos Lívia. – Depois de ver tudo Lívia não gostou das roupas, eram muito sensuais, transparentes e vulgares, mas o que esperar de um lugar como aquele? Horas depois Lívia estava no escritório de madame flor. - Em primeiro lugar eu quero saber se você vai usar seu nome ou quer mudar? –Não quero mudar, serei Lívia sempre. –Tem personalidade Lívia mais cuidado pra não ferir os clientes com seus pudores. – Confesso que não será fácil pra mim mais farei o possível. – Não querida, você fará o impossível, acho que não entendeu bem a minha proposta, mais aqui o cliente sempre tem razão, eles fazem parte da alta sociedade e são tratados como reis. Preste atenção Lívia esse negocio será rendoso pra mim e pra você. Eu procuro ser justa com todas que trabalham aqui por isso siga as regras e não se arrependera. – Quais são as regras? – Primeiro terá aulas de comportamento com as outras garotas, saber como tratar os clientes, se tiver sorte Lívia por que beleza você têm de sobra terá um cliente exclusivo só pra você. – Como assim? – Às vezes eles escolhem uma das garotas pra servi só a eles, ou seja, paga uma alta soma pra ter exclusividade sobre a garota e ela não pode deitar com outros homens, é claro enquanto ele pagar. Outra regra é não beijar na boca. – Por quê? Qual a diferença? – Beijar na boca é muito intimo e pessoal é pra quem ama mesmo, e aqui não estamos vendendo amor só prazer e não deve nunca se apaixonar por um dos clientes, entendeu? Nunca. – Sim entendi.

UM AMOR DE VERDADE- CAP VII

CAPITULO VII

UM AMOR DE VERDADE
Nas ruas sem ter pra onde ir Lívia ficou a mercê de todas as artimanhas do mundo e sem saber se defender seria presa fácil para os maus intencionados. Estava com fome e passou a pedir esmolas nas ruas, como era jovem e bela os homens a cercavam e gaiofavam dela que não sabia como se defender, alguns sentiam pena e lhe jogavam algum trocado, outros a convidavam para ir com eles e Lívia começou a sentir medo de tudo aquilo que estava acontecendo. O dia passou e chegou a noite trazendo incertezas. Lívia procurou um lugar pra descansar junto a outros pedintes mais não conseguiu dormi, estava tensa e não sabia o que poderia acontecer se fechasse os olhos. Os dias eram difíceis e as noites piores, Lívia estava suja, com fome mais sua beleza encantava os homens e eles não a deixavam em paz. Uma noite três homens se aproximaram do local onde Lívia costumava dormi, ela se levantou assustada. – Olha só que beleza, vamos nos diverte muito com você. – Disse um dos homens que a cercava para que ela não fugisse. – Me deixem em paz. – Ela gritou mais eles a seguraram com força e um deles a bateu com força no rosto. – Se gritar apanha mais. – Eles começaram a beijá-la a força enquanto Lívia tentava se livrar deles, depois de muito lutar Lívia ouviu uma voz de mulher ordenar. - Soltem essa mulher agora. - Eles se viraram pra ver quem era e um deles disse: - Não me diga que quer ela pra você? – Saíam agora daqui ou chamo a policia. –Vamos negociar, ficamos com ela agora e você depois. – Já bateram bastante nela, depois não vai me servi. – Você é um pé no saco mesmo madame Flor. – Saíam agora seus desocupados. – Eles soltaram Lívia e se afastaram xingando as duas. – Muito obrigada Senhora. - Lívia disse sem conseguir enxergar direito, pois seus olhos estavam inchados e vermelhos. – Venha comigo, você precisa de cuidados.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

A DECISÃO- CAPITULO VI

– Madre, Lívia partiu e deixou essa carta pra senhora. – Eu já esperava por isso, ela não conseguiu perdoar, só resta orarmos por ela. – A freira saiu e a madre foi ler a carta. – Me perdoe madre mais preciso parti, pois aqui não é meu lugar, sou uma pecadora e não mereço o perdão de Deus. Nunca esquecerei o que fizeram por mim e serei eternamente grata a senhora que foi como uma mãe pra mim. Levarei comigo boas recordações dos dias que passei ai e espero que orem por mim.
Adeus.
Lívia.

- Que Deus tenha piedade de ti minha filha. – Disse a madre com lágrimas nos olhos.

O CONVENTO- CAPITULO V

. Na manhã seguinte a Madre a esperou em seu gabinete. – Entre Lívia, teremos uma conversa que trará recordações e sofrimentos mais que não podemos mais adiar. – É sobre meu filho, não é? – Sim em parte, me acompanhe e seja forte Deus estará contigo. – Lívia a acompanhou em silêncio, depois de passaram por vários corredores chegaram a um belo jardim. – Esse jardim é o nosso cemitério, não é grande coisa mais cuidamos dele com carinho. Lívia seu filho foi sepultado aqui ainda não providenciei uma lapide por que não sei o seu nome e precisava saber se você concorda que ele fique aqui? – Onde Madre ele foi sepultado? – Bem aqui filha. - A madre mostrou o local exato e Lívia se ajoelha chorando. – Carlos é seu nome e por Deus madre deixe - ou aqui, não há lugar melhor pra ele. – A madre a deixou sozinha pra que ela chora-se a morte de seu filho, ela tinha esse direito. Quando Lívia voltou ao gabinete a madre disse: - Sente-se por que agora vamos ter uma conversa muito séria. – Lívia sentou-se e a madre começou. – Lívia você esta aqui conosco há alguns dias, sei que sofre a dor moral, uma dor que não tem remédio e se você não reagir vai perde o seu equilíbrio emocional e cometer loucuras lá fora, aqui no convento não aceito mulheres que tentam enganar a si mesmas, vestindo o hábito das carmelitas pra se esconderem do mundo, essa escolha deve ser livre de qualquer preconceito, deve vim de dentro do seu eu, tem que desejar ardentemente ser freira para cumprir com seus votos, não é fácil viver aqui dentro como não é fácil viver lá fora e você precisa decidir o que vai ser de você daqui pra frente.

O CONVENTO- CAPITULO V

O CONVENTO
Quando Lívia acordou estava deitada em uma cama limpa, estava tonta e fraca. –Acordou minha jovem, como se sente? – Onde estou? -A freira riu e disse: - Em um convento, você foi encontrada desmaiada no meio da estrada e a trouxeram pra cá. – Quem me trouxe? – Pessoas que passaram e a viram caída. – Preciso saber de Carlos. – Quem é Carlos? Seu marido? – Lívia ficou em silêncio e lembrou-se do filho. – Meu filho? Como ele esta? –Tenha calma eu vou chamar a madre superiora, ela vai explicar tudo a senhora. – Lívia começou a chorar prevendo o pior. A madre entrou no quarto onde ela estava e com carinho segurou sua mão. –Como esta minha jovem? – Meu filho madre. – Fique calma tudo vai ficar bem, você foi trazida aqui por pessoas que a encontram desmaiada, fizemos o possível mas não conseguimos evitar o aborto involuntário, sinto muito. – Lívia sentiu tudo rodar e desmaiou novamente. Começou então uma luta entre a vida e morte, as freiras se revezavam entre elas para não deixar Lívia sozinha, a febre não a deixava e se o quadro não mudasse Lívia podia deixar essa vida.

A FUGA- CAPITULO IV

O rio ficava uns quinze minutos a pé de casa, quando chegaram Lívia foi logo lavar as roupas mias não tirava os olhos de seu amado, algo estava errado com ele, mas o que? Sem que ela esperasse ele disse: - Lívia meu amor. Eu te amo. - Também te amo Carlos. - Ela se distraiu por um minuto e quando olhou pra Carlos novamente sentiu um frio na espinha ao ver o coronel por trás dele com uma faca na mão, ela gritou tentando alertar seu amado mais o coronel foi mais rápido e pulou sobre Carlos, ambos caíram rolando no rio e era difícil saber quem estava ganhando a luta, Lívia desesperada gritava feito louca sem saber o que fazer. – Fuja Lívia, corra o mais que puder. – Gritou Carlos antes de ser ferido no coração, a água do rio começou a ficar vermelha e Lívia começou a correr gritando feito louca pelos matos, sem saber que direção tomar, correu até onde seu estado permitiu e caiu no meu de uma estrada empoeirada.

domingo, 20 de janeiro de 2008

A FUGA- CAPITULO IV

A FUGA
Lívia ficou esperando Carlos aparecer na janela, mas foi inútil então foi se deitar, já estava dormindo quando ouviu um barulho vindo da janela se levantou com medo e viu uma resta na janela. – Quem esta ai? – Sou eu Lívia, Carlos. – Meu Deus você ficou louco? – Ela foi até a janela e a abriu. – Precisamos fugir daqui Lívia. – O que? – O patrão esta desconfiado e algo de muito ruim pode acontecer conosco. – Ela o abraçou chorando feito criança. – Não fique assim meu amor eu te protegerei, agora precisamos ir. – Ir sem me despedir de preta, não Carlos ela é como se fosse minha mãe. – Não temos tempo Lívia, precisamos sair agora entendeu? – De repente a porta abriu e Carlos quase despenca lá de cima, o coração de Lívia disparou e na penumbra um vulto se aproximou lentamente. – Sou eu menina, o que esta acontecendo aqui sinhá? – Preta, graças a Deus é você. – Ouvi vozes e vim ver o que era. O que você esta fazendo aqui menino? Se o coronel sabe te mata. –Vamos fugir agora Preta. – O que a menina esta dizendo? Vai fugir daqui? – Vou ou caso contrario irei pro tronco, me entenda Preta, antes queria morrer mas hoje quero viver esse amor, acho que tenho esse direito. – Que Deus te proteja menina. – Se abraçaram pela ultima vez e entre choros e lamentos se despediram.

A TRAIÇÃO- CAPITULO III

– Não volte mais naquele celeiro sinhá, é pro seu próprio bem, o coronel é mal sinhá não brinque com o perigo. – Mal até que ponto? Diga-me Preta o que o coronel já aprontou nessa fazenda? – É melhor não saber sinhá. – Preta ia sair, mas Lívia não permitiu. – Só vai sair quando me contar tudo. – Lívia fechou a porta e ficou esperando, Preta se sentou e disse: - Sinhá eu a tenho como uma filha e não gostaria de vela sofrer por isso lhe peço não afronte o coronel. – Conte tudo que sabe Preta e eu prometo pensar no assunto. – Preta respirou fundo e relatou tudo que sabia. – Há muitos anos atrás o coronel casou com uma bela jovem que como você fora vendida a ele, ela também não foi feliz vivendo aqui, um dia o coronel cismou que estava sendo traído e a colocou no tronco. –Lágrimas começaram a cair dos olhos de Preta e Lívia pediu que continuasse com a narrativa. – Ela não suportou as chibatadas e morreu ali no tronco. – Meu Deus, ele foi capaz de uma barbaridade dessas? - Sim menina ele foi capaz e ela não havia traído o coronel, morreu inocente. –