sábado, 26 de janeiro de 2008

UM AMOR DE VERDADE- CAP VII

– Lívia se aprontou e meia hora antes já estava a espera de sua protetora. Madame flor chegou na hora marcada, estava muito elegante e risonha. – Como vai madame flor? – Vou bem e você? – Estou ótima. – Elas se sentaram de frente uma pra outra. – Eu gostaria de agradecer por tudo que fez por mim. – Antes quero que você me fale um pouco de si mesma Lívia. – Não queria falar de mim madame flor, queria pagar-lhe por tudo que fez por mim. –Você vai me pagar, mas quero que fale de você, agora. – Lívia sentiu um calafrio percorrer sua espinha e decidiu que falaria omitindo algumas verdades. – O que deseja saber madame flor? - Seu nome é Lívia mesmo? – Sim esse é meu nome verdadeiro. – Você veio de onde? – Do sul. – E sua família? Seus pais?. –Não tenho ninguém, meus pais já morreram e eu era filha única. – Por que veio pra essa cidade? – Não escolhi, simplesmente cheguei aqui, poderia ter sido em qualquer cidade. –Você é uma mulher muito bonita, atraente, por que esta sozinha? – Lívia gelou, não queria falar no coronel. – Madame flor, por que quer saber de minha vida? –Você foi casada não foi? – Não. – Por que mente pra mim Lívia? Essa marca no seu dedo foi de uma aliança e não adianta negar. – Lívia sentiu que deveria falar a verdade e disse: -Sim fui casada, mas não gostaria de falar nesse assunto. – Por quê? Ele te batia? – Sim ele me batia era um carrasco. – Lívia se levantou com os olhos cheios de lágrimas. – Ele me comprou, e me fez sua escrava e eu o odeio por isso. – Ele é rico? – Dono de fazendas. –Você acha que ele colocaria os pés aqui nessa cidade? – Não sei e espero sinceramente que nunca mais apareça na minha frente. – Por quê? Você o mataria? – Matar? Não sei mais queria que sofresse muito. – Eu posso ajudá-la a se vingar dele, se você quiser. – Lívia olhou pra madame flor espantada. –Vingar-se? – Sim, pense no assunto e mande me chamar quando resolver. – Nos últimos dias Lívia não parou de pensar em vingança, por ela, por Carlos e por seu filho. Mas até onde ela iria pra conseguir se vingar? Algo dizia que ela deveria retroceder, mas ia viver deque? Não voltaria atrás estava decidida, mandou chamar madame flor e disse: - Aceito sua ajuda, me diga o que fazer. – Boa decisão Lívia, mas esta disposta a tudo? – Sim estou disposta a tudo. – Madame flor abriu os lábios num sorriso malicioso e disse: -Venha comigo Lívia, vou te mostrar o local onde vai trabalhar. –Lívia a seguiu e entraram em uma casa de prostituição muito luxuosa. Todos pararam ao verem madame flor. – Continuem com o trabalho. Madalena venha até aqui. – Uma das mulheres que trabalhavam ali foi até elas. – Sim madame flor. – Essa é Lívia, ela vai trabalhar pra mim, mostre a ela a casa, lhe dê roupas adequadas, maquiagem, perfume e depois a leve ao meu escritório para acertarmos os últimos detalhes. – Sim senhora, vamos Lívia. – Depois de ver tudo Lívia não gostou das roupas, eram muito sensuais, transparentes e vulgares, mas o que esperar de um lugar como aquele? Horas depois Lívia estava no escritório de madame flor. - Em primeiro lugar eu quero saber se você vai usar seu nome ou quer mudar? –Não quero mudar, serei Lívia sempre. –Tem personalidade Lívia mais cuidado pra não ferir os clientes com seus pudores. – Confesso que não será fácil pra mim mais farei o possível. – Não querida, você fará o impossível, acho que não entendeu bem a minha proposta, mais aqui o cliente sempre tem razão, eles fazem parte da alta sociedade e são tratados como reis. Preste atenção Lívia esse negocio será rendoso pra mim e pra você. Eu procuro ser justa com todas que trabalham aqui por isso siga as regras e não se arrependera. – Quais são as regras? – Primeiro terá aulas de comportamento com as outras garotas, saber como tratar os clientes, se tiver sorte Lívia por que beleza você têm de sobra terá um cliente exclusivo só pra você. – Como assim? – Às vezes eles escolhem uma das garotas pra servi só a eles, ou seja, paga uma alta soma pra ter exclusividade sobre a garota e ela não pode deitar com outros homens, é claro enquanto ele pagar. Outra regra é não beijar na boca. – Por quê? Qual a diferença? – Beijar na boca é muito intimo e pessoal é pra quem ama mesmo, e aqui não estamos vendendo amor só prazer e não deve nunca se apaixonar por um dos clientes, entendeu? Nunca. – Sim entendi.

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