quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

O CONVENTO- CAPITULO V

. Na manhã seguinte a Madre a esperou em seu gabinete. – Entre Lívia, teremos uma conversa que trará recordações e sofrimentos mais que não podemos mais adiar. – É sobre meu filho, não é? – Sim em parte, me acompanhe e seja forte Deus estará contigo. – Lívia a acompanhou em silêncio, depois de passaram por vários corredores chegaram a um belo jardim. – Esse jardim é o nosso cemitério, não é grande coisa mais cuidamos dele com carinho. Lívia seu filho foi sepultado aqui ainda não providenciei uma lapide por que não sei o seu nome e precisava saber se você concorda que ele fique aqui? – Onde Madre ele foi sepultado? – Bem aqui filha. - A madre mostrou o local exato e Lívia se ajoelha chorando. – Carlos é seu nome e por Deus madre deixe - ou aqui, não há lugar melhor pra ele. – A madre a deixou sozinha pra que ela chora-se a morte de seu filho, ela tinha esse direito. Quando Lívia voltou ao gabinete a madre disse: - Sente-se por que agora vamos ter uma conversa muito séria. – Lívia sentou-se e a madre começou. – Lívia você esta aqui conosco há alguns dias, sei que sofre a dor moral, uma dor que não tem remédio e se você não reagir vai perde o seu equilíbrio emocional e cometer loucuras lá fora, aqui no convento não aceito mulheres que tentam enganar a si mesmas, vestindo o hábito das carmelitas pra se esconderem do mundo, essa escolha deve ser livre de qualquer preconceito, deve vim de dentro do seu eu, tem que desejar ardentemente ser freira para cumprir com seus votos, não é fácil viver aqui dentro como não é fácil viver lá fora e você precisa decidir o que vai ser de você daqui pra frente.

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