segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Muricy

Orgulhoso, Muricy sonha com futuro na Seleção Brasileira

Rodrigo Viga, Portal Terra
RIO - Orgulhoso por receber pelo quarto ano consecutivo o prêmio de melhor técnico do Brasil, segundo a CBF, Muricy Ramalho, hexacampeão com o São Paulo, admitiu que sonha com um futuro na Seleção Brasileira, mas pediu respeito ao companheiro de profissão Dunga, atual treinador da equipe verde e amarela.
- Temos que respeitar o técnico da Seleção Brasileira que tem números e resultados muito bons - admitiu o treinador, que conquistou pela terceira vez consecutiva o título nacional com o São Paulo.
Na cerimônia que ocorreu no Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, Muricy agradeceu o reconhecimento de todos que votaram nele para melhor treinador do Brasileiro 2008.
- Tenho que agradecer isso a vocês que votaram em mim e me escolheram. Foi duro, não foi fácil - desabafou o treinador, que fez questão de citar a imprensa para agradecer o prêmio.
- Estou bastante orgulhoso com essa premiação - concluiu.

Sarkozy diz que não se arrepende de encontro com Dalai Lama
REUTERS
PARIS - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, criticado pela China por sua reunião com o Dalai Lama no final de semana, disse nesta segunda-feira que não se arrepende do encontro.
Sarkozy despertou raiva na China ao se encontrar com o Dalai Lama, que é considerado pelo governo de Pequim como um separatista. Os chineses cancelaram uma conferência com a União Européia que aconteceria na França na semana passada como protesto pelo encontro.
O presidente francês encontrou o líder espiritual tibetano exilado em uma cerimônia com vencedores do prêmio Nobel da Paz na Polônia. Ele tinha evitado um encontro durante os Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto, quando o Dalai Lama visitou a França.
- A tarefa de um presidente francês é encontrar todos os vencedores de prêmio Nobel da Paz que queiram encontrá-lo, quaisquer que sejam suas origens, suas convicções, ou as causas que defendem - disse Sarkozy, em discurso para comemorar os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Sarkozy, cujo país ocupa a Presidência rotativa da União Européia até o final do ano, compareceu à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, em agosto, atraindo críticas dos ativistas que criticam o histórico da China em relação aos direitos humanos.
- Eu fui aos Jogos Olímpicos na China por ser um evento importante que os chineses organizaram perfeitamente e que foi um sucesso. Eu não me arrependo nem um pouco de ter representado a Europa lá, já que fui com o consentimento dos outros 27 chefes de Estado e de governo do bloco" - disse Sarkozy.
Sem se referir de forma direta à China, Sarkozy disse que os países ocidentais enfrentam um dilema ao lidar com regimes autoritários que não defendem os direitos humanos.
- Entre todas as dificuldades de ser presidente de um grande país como a França, a questão da melhor maneira para se conversar sobre os direitos humanos certamente tem sido a que me levou às maiores dúvidas e indecisões - disse.

prêಮಿಒ ನೊಬೆಲ್ 2008

Nobel deste ano afirma que a literatura é cada vez mais importante
JB Online
RIO - O escritor francês Jean Marie Le Clézio, vencedor do prêmio Nobel de Literatura deste ano, afirmou que os livros, apesar de tudo, continuarão existindo. A declaração foi feita neste domingo, na coletiva de imprensa que antecede a premiação, na Academia Sueca.
- A literatura é uma via completa, difícil, mas que eu creio ainda mais necessária hoje do que na época de Byron ou Victor Hugo - disse ele, acrescentando que os escritores são os responsáveis por velar as línguas, e que estas são os inventos mais esplendorosos da humanidade.
Apesar disso, ele não é exatamente otimista com relação ao poder do seu ofício:
- Há muito os escritores deixaram de ter a arrogância de que podem mudar o mundo ou de que seus trabalhos criem modelos de vida melhores.
Le Clézio, que tem 68 anos, promoveu também uma cena singela - ou irônica - ao dedicar o prêmio a Elvira, uma desconhecida que lhe contava histórias na época em que ele morou no Paramá.
E há um brasileiro na lista dos autores que influenciaram o mais novo Nobel: ele citou, ao lado de William Faulkner, Jean-Jacques Rousseau e James Joyce, o fluminense Euclides da Cunha.
A cerimônia de entrega do Nobel será nesta quarta-feira.