quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

O CONVENTO- CAPITULO V

O CONVENTO
Quando Lívia acordou estava deitada em uma cama limpa, estava tonta e fraca. –Acordou minha jovem, como se sente? – Onde estou? -A freira riu e disse: - Em um convento, você foi encontrada desmaiada no meio da estrada e a trouxeram pra cá. – Quem me trouxe? – Pessoas que passaram e a viram caída. – Preciso saber de Carlos. – Quem é Carlos? Seu marido? – Lívia ficou em silêncio e lembrou-se do filho. – Meu filho? Como ele esta? –Tenha calma eu vou chamar a madre superiora, ela vai explicar tudo a senhora. – Lívia começou a chorar prevendo o pior. A madre entrou no quarto onde ela estava e com carinho segurou sua mão. –Como esta minha jovem? – Meu filho madre. – Fique calma tudo vai ficar bem, você foi trazida aqui por pessoas que a encontram desmaiada, fizemos o possível mas não conseguimos evitar o aborto involuntário, sinto muito. – Lívia sentiu tudo rodar e desmaiou novamente. Começou então uma luta entre a vida e morte, as freiras se revezavam entre elas para não deixar Lívia sozinha, a febre não a deixava e se o quadro não mudasse Lívia podia deixar essa vida.

A FUGA- CAPITULO IV

O rio ficava uns quinze minutos a pé de casa, quando chegaram Lívia foi logo lavar as roupas mias não tirava os olhos de seu amado, algo estava errado com ele, mas o que? Sem que ela esperasse ele disse: - Lívia meu amor. Eu te amo. - Também te amo Carlos. - Ela se distraiu por um minuto e quando olhou pra Carlos novamente sentiu um frio na espinha ao ver o coronel por trás dele com uma faca na mão, ela gritou tentando alertar seu amado mais o coronel foi mais rápido e pulou sobre Carlos, ambos caíram rolando no rio e era difícil saber quem estava ganhando a luta, Lívia desesperada gritava feito louca sem saber o que fazer. – Fuja Lívia, corra o mais que puder. – Gritou Carlos antes de ser ferido no coração, a água do rio começou a ficar vermelha e Lívia começou a correr gritando feito louca pelos matos, sem saber que direção tomar, correu até onde seu estado permitiu e caiu no meu de uma estrada empoeirada.

domingo, 20 de janeiro de 2008

A FUGA- CAPITULO IV

A FUGA
Lívia ficou esperando Carlos aparecer na janela, mas foi inútil então foi se deitar, já estava dormindo quando ouviu um barulho vindo da janela se levantou com medo e viu uma resta na janela. – Quem esta ai? – Sou eu Lívia, Carlos. – Meu Deus você ficou louco? – Ela foi até a janela e a abriu. – Precisamos fugir daqui Lívia. – O que? – O patrão esta desconfiado e algo de muito ruim pode acontecer conosco. – Ela o abraçou chorando feito criança. – Não fique assim meu amor eu te protegerei, agora precisamos ir. – Ir sem me despedir de preta, não Carlos ela é como se fosse minha mãe. – Não temos tempo Lívia, precisamos sair agora entendeu? – De repente a porta abriu e Carlos quase despenca lá de cima, o coração de Lívia disparou e na penumbra um vulto se aproximou lentamente. – Sou eu menina, o que esta acontecendo aqui sinhá? – Preta, graças a Deus é você. – Ouvi vozes e vim ver o que era. O que você esta fazendo aqui menino? Se o coronel sabe te mata. –Vamos fugir agora Preta. – O que a menina esta dizendo? Vai fugir daqui? – Vou ou caso contrario irei pro tronco, me entenda Preta, antes queria morrer mas hoje quero viver esse amor, acho que tenho esse direito. – Que Deus te proteja menina. – Se abraçaram pela ultima vez e entre choros e lamentos se despediram.

A TRAIÇÃO- CAPITULO III

– Não volte mais naquele celeiro sinhá, é pro seu próprio bem, o coronel é mal sinhá não brinque com o perigo. – Mal até que ponto? Diga-me Preta o que o coronel já aprontou nessa fazenda? – É melhor não saber sinhá. – Preta ia sair, mas Lívia não permitiu. – Só vai sair quando me contar tudo. – Lívia fechou a porta e ficou esperando, Preta se sentou e disse: - Sinhá eu a tenho como uma filha e não gostaria de vela sofrer por isso lhe peço não afronte o coronel. – Conte tudo que sabe Preta e eu prometo pensar no assunto. – Preta respirou fundo e relatou tudo que sabia. – Há muitos anos atrás o coronel casou com uma bela jovem que como você fora vendida a ele, ela também não foi feliz vivendo aqui, um dia o coronel cismou que estava sendo traído e a colocou no tronco. –Lágrimas começaram a cair dos olhos de Preta e Lívia pediu que continuasse com a narrativa. – Ela não suportou as chibatadas e morreu ali no tronco. – Meu Deus, ele foi capaz de uma barbaridade dessas? - Sim menina ele foi capaz e ela não havia traído o coronel, morreu inocente. –

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

A TRAIÇÃO- CAPITULO III

Pouco tempo depois o filho do capataz chegou sem entender bem o recado que recebera da escrava. – O patrão chegou? – Não, fui eu quem mandou chamá-lo, como se chama mesmo? – Carlos, mas o que houve aqui pra mandar me chamar patroa? – Olhe essas sacas de café estão abertas e podem se estragar. – Eu mesmo supervisionei todas elas como isso pode acontecer? – Ele foi amarrar as sacas e Lívia deu uma olhada pra ver se vinha alguém, tudo estava calmo, ninguém por perto. Enquanto ele amarrava as sacas ela se aproximou e quando ele se virou ficaram bem próximos, ele ficou sem jeito e disse nervoso. – Eu preciso ir patroa, os escravos não podem ficar sós. – Porque a pressa? Esta com medo de mim? – É que se o patrão souber que estive aqui com a patroa não vai entender. –Ele não é meu dono, eu faço o que quero, ele goste ou não. – É melhor eu ir. – Ele ia se afastar, mas Lívia se desequilibrou e se não fosse ele teria caído, Lívia sentiu seu corpo quente junto ao seu e não resistiu, beijei-o na boca, Carlos ficou surpreso e se afastou nervoso. – Não brinque com fogo patroa eu não quero que se fira e sofra depois. – Porque diz isso Carlos?.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A TRAIÇÃO

A TRAIÇÃO

Cinco meses depois o coronel precisou viajar a negocio e passaria alguns dias fora e foi logo dizendo. – Dessa vez se sair do quarto será castigada sem piedade. – O tronco será meu castigo coronel? – Já avisei Lívia, não me desobedeça. – Ele se aproximou dela e acariciou seus cabelos dizendo. –Tudo poderia ser diferente Lívia mas você dificulta o nosso entendimento, eu comprei você a peso de ouro e não me arrependo pois era a única maneira de tela ao meu lado, eu a amo loucamente e desejaria que fosse muito feliz ao meu lado. – Não posso ser feliz vivendo prisioneira aqui, eu quero sair respirar ar puro, ver meus pais. – Nunca Lívia peça qualquer coisa menos isso, não suportaria viver sem você. –Lívia se afastou dele e disse: - Não há entendimento possível entre nós coronel e como já lhe disse a única coisa que tem de mim é meu corpo e nada mais. – Ele segurou meu braço e disse sério. – Você me pertence Lívia não se esqueça disso nunca e por hipótese nenhuma olhe pra outro homem entendeu? – Sim coronel entendi sou sua mercadoria mais valiosa não é? Não vou esquecer. – Ele saiu cuspindo fogo e trancou a porta por fora.

domingo, 13 de janeiro de 2008

VIDAS ENTRELAÇADAS- CAPÍTULO II

O CASAMENTO
- Lívia estava vestida com um lindo vestido de noiva, porém sua tristeza era tamanha que nem percebeu os detalhes do vestido. O casamento foi realizado na fazenda sem a presença de convidados, apenas o advogado do coronel e um amigo pessoal que serviu de testemunha. Depois da cerimônia ela recolhe-se sem mais nenhuma esperança de fuga, estava morta por dentro e não saberia se um dia voltaria a sorrir. Logo após os dois convidados partirem o coronel entrou no quarto, dessa vez Lívia o encarou cheia de odeio. - Veio pegar a mercadoria que comprou coronel? Não sei quanto gastou comigo, mas sei que vai se arrepender amargamente, pois nunca terá o meu amor ou meu afeto, terá apenas meu corpo e nada mais... O que esta esperando? Venha e pegue o que é seu. – O coronel estava com os olhos crispando de odeio e aquela noite foi à primeira de muitas noites dolorosas de sua existência.