O CONVENTO
Quando Lívia acordou estava deitada em uma cama limpa, estava tonta e fraca. –Acordou minha jovem, como se sente? – Onde estou? -A freira riu e disse: - Em um convento, você foi encontrada desmaiada no meio da estrada e a trouxeram pra cá. – Quem me trouxe? – Pessoas que passaram e a viram caída. – Preciso saber de Carlos. – Quem é Carlos? Seu marido? – Lívia ficou em silêncio e lembrou-se do filho. – Meu filho? Como ele esta? –Tenha calma eu vou chamar a madre superiora, ela vai explicar tudo a senhora. – Lívia começou a chorar prevendo o pior. A madre entrou no quarto onde ela estava e com carinho segurou sua mão. –Como esta minha jovem? – Meu filho madre. – Fique calma tudo vai ficar bem, você foi trazida aqui por pessoas que a encontram desmaiada, fizemos o possível mas não conseguimos evitar o aborto involuntário, sinto muito. – Lívia sentiu tudo rodar e desmaiou novamente. Começou então uma luta entre a vida e morte, as freiras se revezavam entre elas para não deixar Lívia sozinha, a febre não a deixava e se o quadro não mudasse Lívia podia deixar essa vida.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
A FUGA- CAPITULO IV
O rio ficava uns quinze minutos a pé de casa, quando chegaram Lívia foi logo lavar as roupas mias não tirava os olhos de seu amado, algo estava errado com ele, mas o que? Sem que ela esperasse ele disse: - Lívia meu amor. Eu te amo. - Também te amo Carlos. - Ela se distraiu por um minuto e quando olhou pra Carlos novamente sentiu um frio na espinha ao ver o coronel por trás dele com uma faca na mão, ela gritou tentando alertar seu amado mais o coronel foi mais rápido e pulou sobre Carlos, ambos caíram rolando no rio e era difícil saber quem estava ganhando a luta, Lívia desesperada gritava feito louca sem saber o que fazer. – Fuja Lívia, corra o mais que puder. – Gritou Carlos antes de ser ferido no coração, a água do rio começou a ficar vermelha e Lívia começou a correr gritando feito louca pelos matos, sem saber que direção tomar, correu até onde seu estado permitiu e caiu no meu de uma estrada empoeirada.
domingo, 20 de janeiro de 2008
A FUGA- CAPITULO IV
A FUGA
Lívia ficou esperando Carlos aparecer na janela, mas foi inútil então foi se deitar, já estava dormindo quando ouviu um barulho vindo da janela se levantou com medo e viu uma resta na janela. – Quem esta ai? – Sou eu Lívia, Carlos. – Meu Deus você ficou louco? – Ela foi até a janela e a abriu. – Precisamos fugir daqui Lívia. – O que? – O patrão esta desconfiado e algo de muito ruim pode acontecer conosco. – Ela o abraçou chorando feito criança. – Não fique assim meu amor eu te protegerei, agora precisamos ir. – Ir sem me despedir de preta, não Carlos ela é como se fosse minha mãe. – Não temos tempo Lívia, precisamos sair agora entendeu? – De repente a porta abriu e Carlos quase despenca lá de cima, o coração de Lívia disparou e na penumbra um vulto se aproximou lentamente. – Sou eu menina, o que esta acontecendo aqui sinhá? – Preta, graças a Deus é você. – Ouvi vozes e vim ver o que era. O que você esta fazendo aqui menino? Se o coronel sabe te mata. –Vamos fugir agora Preta. – O que a menina esta dizendo? Vai fugir daqui? – Vou ou caso contrario irei pro tronco, me entenda Preta, antes queria morrer mas hoje quero viver esse amor, acho que tenho esse direito. – Que Deus te proteja menina. – Se abraçaram pela ultima vez e entre choros e lamentos se despediram.
Lívia ficou esperando Carlos aparecer na janela, mas foi inútil então foi se deitar, já estava dormindo quando ouviu um barulho vindo da janela se levantou com medo e viu uma resta na janela. – Quem esta ai? – Sou eu Lívia, Carlos. – Meu Deus você ficou louco? – Ela foi até a janela e a abriu. – Precisamos fugir daqui Lívia. – O que? – O patrão esta desconfiado e algo de muito ruim pode acontecer conosco. – Ela o abraçou chorando feito criança. – Não fique assim meu amor eu te protegerei, agora precisamos ir. – Ir sem me despedir de preta, não Carlos ela é como se fosse minha mãe. – Não temos tempo Lívia, precisamos sair agora entendeu? – De repente a porta abriu e Carlos quase despenca lá de cima, o coração de Lívia disparou e na penumbra um vulto se aproximou lentamente. – Sou eu menina, o que esta acontecendo aqui sinhá? – Preta, graças a Deus é você. – Ouvi vozes e vim ver o que era. O que você esta fazendo aqui menino? Se o coronel sabe te mata. –Vamos fugir agora Preta. – O que a menina esta dizendo? Vai fugir daqui? – Vou ou caso contrario irei pro tronco, me entenda Preta, antes queria morrer mas hoje quero viver esse amor, acho que tenho esse direito. – Que Deus te proteja menina. – Se abraçaram pela ultima vez e entre choros e lamentos se despediram.
A TRAIÇÃO- CAPITULO III
– Não volte mais naquele celeiro sinhá, é pro seu próprio bem, o coronel é mal sinhá não brinque com o perigo. – Mal até que ponto? Diga-me Preta o que o coronel já aprontou nessa fazenda? – É melhor não saber sinhá. – Preta ia sair, mas Lívia não permitiu. – Só vai sair quando me contar tudo. – Lívia fechou a porta e ficou esperando, Preta se sentou e disse: - Sinhá eu a tenho como uma filha e não gostaria de vela sofrer por isso lhe peço não afronte o coronel. – Conte tudo que sabe Preta e eu prometo pensar no assunto. – Preta respirou fundo e relatou tudo que sabia. – Há muitos anos atrás o coronel casou com uma bela jovem que como você fora vendida a ele, ela também não foi feliz vivendo aqui, um dia o coronel cismou que estava sendo traído e a colocou no tronco. –Lágrimas começaram a cair dos olhos de Preta e Lívia pediu que continuasse com a narrativa. – Ela não suportou as chibatadas e morreu ali no tronco. – Meu Deus, ele foi capaz de uma barbaridade dessas? - Sim menina ele foi capaz e ela não havia traído o coronel, morreu inocente. –
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
A TRAIÇÃO- CAPITULO III
Pouco tempo depois o filho do capataz chegou sem entender bem o recado que recebera da escrava. – O patrão chegou? – Não, fui eu quem mandou chamá-lo, como se chama mesmo? – Carlos, mas o que houve aqui pra mandar me chamar patroa? – Olhe essas sacas de café estão abertas e podem se estragar. – Eu mesmo supervisionei todas elas como isso pode acontecer? – Ele foi amarrar as sacas e Lívia deu uma olhada pra ver se vinha alguém, tudo estava calmo, ninguém por perto. Enquanto ele amarrava as sacas ela se aproximou e quando ele se virou ficaram bem próximos, ele ficou sem jeito e disse nervoso. – Eu preciso ir patroa, os escravos não podem ficar sós. – Porque a pressa? Esta com medo de mim? – É que se o patrão souber que estive aqui com a patroa não vai entender. –Ele não é meu dono, eu faço o que quero, ele goste ou não. – É melhor eu ir. – Ele ia se afastar, mas Lívia se desequilibrou e se não fosse ele teria caído, Lívia sentiu seu corpo quente junto ao seu e não resistiu, beijei-o na boca, Carlos ficou surpreso e se afastou nervoso. – Não brinque com fogo patroa eu não quero que se fira e sofra depois. – Porque diz isso Carlos?.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
A TRAIÇÃO
A TRAIÇÃO
Cinco meses depois o coronel precisou viajar a negocio e passaria alguns dias fora e foi logo dizendo. – Dessa vez se sair do quarto será castigada sem piedade. – O tronco será meu castigo coronel? – Já avisei Lívia, não me desobedeça. – Ele se aproximou dela e acariciou seus cabelos dizendo. –Tudo poderia ser diferente Lívia mas você dificulta o nosso entendimento, eu comprei você a peso de ouro e não me arrependo pois era a única maneira de tela ao meu lado, eu a amo loucamente e desejaria que fosse muito feliz ao meu lado. – Não posso ser feliz vivendo prisioneira aqui, eu quero sair respirar ar puro, ver meus pais. – Nunca Lívia peça qualquer coisa menos isso, não suportaria viver sem você. –Lívia se afastou dele e disse: - Não há entendimento possível entre nós coronel e como já lhe disse a única coisa que tem de mim é meu corpo e nada mais. – Ele segurou meu braço e disse sério. – Você me pertence Lívia não se esqueça disso nunca e por hipótese nenhuma olhe pra outro homem entendeu? – Sim coronel entendi sou sua mercadoria mais valiosa não é? Não vou esquecer. – Ele saiu cuspindo fogo e trancou a porta por fora.
Cinco meses depois o coronel precisou viajar a negocio e passaria alguns dias fora e foi logo dizendo. – Dessa vez se sair do quarto será castigada sem piedade. – O tronco será meu castigo coronel? – Já avisei Lívia, não me desobedeça. – Ele se aproximou dela e acariciou seus cabelos dizendo. –Tudo poderia ser diferente Lívia mas você dificulta o nosso entendimento, eu comprei você a peso de ouro e não me arrependo pois era a única maneira de tela ao meu lado, eu a amo loucamente e desejaria que fosse muito feliz ao meu lado. – Não posso ser feliz vivendo prisioneira aqui, eu quero sair respirar ar puro, ver meus pais. – Nunca Lívia peça qualquer coisa menos isso, não suportaria viver sem você. –Lívia se afastou dele e disse: - Não há entendimento possível entre nós coronel e como já lhe disse a única coisa que tem de mim é meu corpo e nada mais. – Ele segurou meu braço e disse sério. – Você me pertence Lívia não se esqueça disso nunca e por hipótese nenhuma olhe pra outro homem entendeu? – Sim coronel entendi sou sua mercadoria mais valiosa não é? Não vou esquecer. – Ele saiu cuspindo fogo e trancou a porta por fora.
domingo, 13 de janeiro de 2008
VIDAS ENTRELAÇADAS- CAPÍTULO II
O CASAMENTO
- Lívia estava vestida com um lindo vestido de noiva, porém sua tristeza era tamanha que nem percebeu os detalhes do vestido. O casamento foi realizado na fazenda sem a presença de convidados, apenas o advogado do coronel e um amigo pessoal que serviu de testemunha. Depois da cerimônia ela recolhe-se sem mais nenhuma esperança de fuga, estava morta por dentro e não saberia se um dia voltaria a sorrir. Logo após os dois convidados partirem o coronel entrou no quarto, dessa vez Lívia o encarou cheia de odeio. - Veio pegar a mercadoria que comprou coronel? Não sei quanto gastou comigo, mas sei que vai se arrepender amargamente, pois nunca terá o meu amor ou meu afeto, terá apenas meu corpo e nada mais... O que esta esperando? Venha e pegue o que é seu. – O coronel estava com os olhos crispando de odeio e aquela noite foi à primeira de muitas noites dolorosas de sua existência.
- Lívia estava vestida com um lindo vestido de noiva, porém sua tristeza era tamanha que nem percebeu os detalhes do vestido. O casamento foi realizado na fazenda sem a presença de convidados, apenas o advogado do coronel e um amigo pessoal que serviu de testemunha. Depois da cerimônia ela recolhe-se sem mais nenhuma esperança de fuga, estava morta por dentro e não saberia se um dia voltaria a sorrir. Logo após os dois convidados partirem o coronel entrou no quarto, dessa vez Lívia o encarou cheia de odeio. - Veio pegar a mercadoria que comprou coronel? Não sei quanto gastou comigo, mas sei que vai se arrepender amargamente, pois nunca terá o meu amor ou meu afeto, terá apenas meu corpo e nada mais... O que esta esperando? Venha e pegue o que é seu. – O coronel estava com os olhos crispando de odeio e aquela noite foi à primeira de muitas noites dolorosas de sua existência.
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