AS FLORES
ABSINTO: Amargura, ausência. Planta aromática que simboliza a dor, sobretudo a dor provocada pela ausência. No texto do apocalipse, absinto é o nome que será dado a um astro que arderá como uma tocha e simbolizará, históricamente, o rei da Babilônia.
ACÁCIA: Amizade, imortalidade. Arbusto ornamental que dá flores brancas ou vermelhas. Considerada pelos egípcios como planta sagrada, símbolo da imortalidade.
ACÁCIA AMARELA: Amor secreto. Acácia branca ou rosada: Constância, elegância.
ACANTO: Artes, crescimento, vida. As flores do acanto serviram aos gregos de adorno ara seus trages, móveis e utensílios. São admiradospelos arquitetos paisagistas devido a sua forma que se adapta harmoniosamente à estrutura de todo conjunto arquitetônico.
ADÔNIS: Recordação amorosa. Conta a lenda que a flor de adônis, uma planta delicada,, brilhante e passageira como os prazeres da vida, nasceu onde caíram amargas lágrimas de vênus, deusa da beleza e do amor, no local onde caíra morto Adônis, um jovem formoso por quem vênus se apaixonara.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
MEUS AMIGOS

TENHO AMIGOS CUJA COMPANHIA me é extremamente agradável: São de todas as idades e vêm de todos os países. Eles se distinguiram tanto nos escrotórios quanto nos campos, e obtiveram altas honrarias por seu conhecimento nas ciências. É fácil ter acesso a eles: estão sempre á disposição, e eu os admito em minha companhia, e os despeço , quando bem entendo. Nunca dão problemas, e respondem a cada pergunta que faço. Alguns me contam histórias de eras passadas, enqunto outros me revelam os segredos da natureza . Alguns, pela sua vivacidade, levam embora minhas preocupações e estimulam meu espírito, enqunto outros fortificam minha mente e me ensinam a importante lição de refrear meus desejos e de depender só de mim. Eles abrem, em resumo, as várias avenidas de todas as artes e ciências, e eu confio em suas informações inteiramente, em todas as emergências. Em troca de todos esses serviços, apenas pedem que eu os acomode em um canto de minha humilde morada, onde possam repousar em paz, pois esses amigos deleitam-se mais com a tranqüilidade da solidão do que com os tumultos da sociedade. ( FRANCESCO PETRARCA)
domingo, 22 de fevereiro de 2009
APRESENTAÇÃO
A PAIXÃO PELOS LIVROS É A MAIS BENÉFICA das compulsões humanas. A bibliomania, o "furor de ler os livros e de os ter", como defeniu d'Allembert, garante a quem por ele é acometido prazeres sutis e constantes. Para um bibliômano como Montaigne, a companhia dos livros é preferível aos dos homens e das mulheres. A biblioteca é uma espécie de harém, nas palavras de Emerson, ou a própria imagem do paraíso, na opinião de Borges.
Flaubert nos apresenta a história do louco por livros que chegou ao extremo do assassinato. Já Miltom advoga que a morte de um livro é mais odiosa que a morte de uma pessoa. "Quem mata um homem mata uma criatura racional, feita a imagem de Deus, mas aquele que destrói um bom livro mata a própria razão, mata a imagem de Deus." Tanto poder fez do livro uma ameaça a ímperios. Condenado que foi por ler e pensar por conta própria, o russo Chalámov, em texto inédito no Brasil, reconta sua dolorosa passagem pelos campos de concentração soviético através dos raros livros que pôde ler.
À mesma época, do outro lado do mundo - política e geograficamente -, Saroyan enfrentava o dilema entre separar-se de seus livros ou sobreviver.
Quem, por outro lado, goza em tranquilidade da companhia dos livros nos dá testemunho de seu prazer. Plínio Doyle e Carlos Drummund, amigos entre si, partilham em seus textos os momentos de felicidade proporcionados pelos livros, endossando a frase de Montesquieu, que nunca conheceu dissabor que uma hora de leitura dessipasse.
"A virtude paradoxal da leitura é de nos abstraír do mundo para nele encontrar algum sentido", diz Pennac. Em momentos em que o mundo não parecia fazer qualquer sentido - entre guerras e choques de utopias- os livros e os bibliófilos atravessaram momentos desesperadores e sobreviveram fortalecidos. Se hoje o mundo nos mostra mais encertezas que esperanças, não será a paixão pelos livros uma forma de reafirmar os valores do homem que jamais serão abalados pela política e pela guerra?
por meio dos textos reunidos neste livro os editores desejam contribuir para que o amor aos livros seja disseminado em nosso país que ainda precisa conquistar para seu povo o acesso ao livro. Queremos contagiar o maior número possível de pessoas , ou, no dizer de José Mindlin, inoculá-las com essa loucura mansa.
Flaubert nos apresenta a história do louco por livros que chegou ao extremo do assassinato. Já Miltom advoga que a morte de um livro é mais odiosa que a morte de uma pessoa. "Quem mata um homem mata uma criatura racional, feita a imagem de Deus, mas aquele que destrói um bom livro mata a própria razão, mata a imagem de Deus." Tanto poder fez do livro uma ameaça a ímperios. Condenado que foi por ler e pensar por conta própria, o russo Chalámov, em texto inédito no Brasil, reconta sua dolorosa passagem pelos campos de concentração soviético através dos raros livros que pôde ler.
À mesma época, do outro lado do mundo - política e geograficamente -, Saroyan enfrentava o dilema entre separar-se de seus livros ou sobreviver.
Quem, por outro lado, goza em tranquilidade da companhia dos livros nos dá testemunho de seu prazer. Plínio Doyle e Carlos Drummund, amigos entre si, partilham em seus textos os momentos de felicidade proporcionados pelos livros, endossando a frase de Montesquieu, que nunca conheceu dissabor que uma hora de leitura dessipasse.
"A virtude paradoxal da leitura é de nos abstraír do mundo para nele encontrar algum sentido", diz Pennac. Em momentos em que o mundo não parecia fazer qualquer sentido - entre guerras e choques de utopias- os livros e os bibliófilos atravessaram momentos desesperadores e sobreviveram fortalecidos. Se hoje o mundo nos mostra mais encertezas que esperanças, não será a paixão pelos livros uma forma de reafirmar os valores do homem que jamais serão abalados pela política e pela guerra?
por meio dos textos reunidos neste livro os editores desejam contribuir para que o amor aos livros seja disseminado em nosso país que ainda precisa conquistar para seu povo o acesso ao livro. Queremos contagiar o maior número possível de pessoas , ou, no dizer de José Mindlin, inoculá-las com essa loucura mansa.
A PAIXÃO PELOS LIVROS
A PAIXÃO PELOS LIVROS
CONTOS, CRÔNICAS e depoimentos de quem achou no livro seu paraíso particular e na leitura uma forma de abstrair-se das dores do mundo para nele encontrar algum sentido. Alguns exemplos singulares de manifestações de amor aos livros, testemunhos dos prazeres escondidos nas bibliotecas, casos de paixão bibliômana.
O livro atravessou séculos e saiu fortalecido. Nesta época de temores e incertezas, o livro e a cultura são as armas para manter os valores básicos do homem sempre acima dos conflitos de credo e de economia.
Nesta antologia, autores de diversas épocas e diversas origens, através de histórias, veridicas ao não, retratam uma história do mundo com livros e pelos livros.
A PAIXÃO PELOS LIVROS
Autores: D'ALEMBERT- CASTELO BRANCO- CHALÁMOV- DOYLE- DRUMMUND- FLAUBERT- FRANKLIN- LACERDA- MILTON- MINDLIN- MONTAIGNE- PETRARCA- SAROYAN- VELOSO.
O livro atravessou séculos e saiu fortalecido. Nesta época de temores e incertezas, o livro e a cultura são as armas para manter os valores básicos do homem sempre acima dos conflitos de credo e de economia.
Nesta antologia, autores de diversas épocas e diversas origens, através de histórias, veridicas ao não, retratam uma história do mundo com livros e pelos livros.
A PAIXÃO PELOS LIVROS
Autores: D'ALEMBERT- CASTELO BRANCO- CHALÁMOV- DOYLE- DRUMMUND- FLAUBERT- FRANKLIN- LACERDA- MILTON- MINDLIN- MONTAIGNE- PETRARCA- SAROYAN- VELOSO.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Muricy
Orgulhoso, Muricy sonha com futuro na Seleção Brasileira
Rodrigo Viga, Portal Terra
RIO - Orgulhoso por receber pelo quarto ano consecutivo o prêmio de melhor técnico do Brasil, segundo a CBF, Muricy Ramalho, hexacampeão com o São Paulo, admitiu que sonha com um futuro na Seleção Brasileira, mas pediu respeito ao companheiro de profissão Dunga, atual treinador da equipe verde e amarela.
- Temos que respeitar o técnico da Seleção Brasileira que tem números e resultados muito bons - admitiu o treinador, que conquistou pela terceira vez consecutiva o título nacional com o São Paulo.
Na cerimônia que ocorreu no Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, Muricy agradeceu o reconhecimento de todos que votaram nele para melhor treinador do Brasileiro 2008.
- Tenho que agradecer isso a vocês que votaram em mim e me escolheram. Foi duro, não foi fácil - desabafou o treinador, que fez questão de citar a imprensa para agradecer o prêmio.
- Estou bastante orgulhoso com essa premiação - concluiu.
Rodrigo Viga, Portal Terra
RIO - Orgulhoso por receber pelo quarto ano consecutivo o prêmio de melhor técnico do Brasil, segundo a CBF, Muricy Ramalho, hexacampeão com o São Paulo, admitiu que sonha com um futuro na Seleção Brasileira, mas pediu respeito ao companheiro de profissão Dunga, atual treinador da equipe verde e amarela.
- Temos que respeitar o técnico da Seleção Brasileira que tem números e resultados muito bons - admitiu o treinador, que conquistou pela terceira vez consecutiva o título nacional com o São Paulo.
Na cerimônia que ocorreu no Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, Muricy agradeceu o reconhecimento de todos que votaram nele para melhor treinador do Brasileiro 2008.
- Tenho que agradecer isso a vocês que votaram em mim e me escolheram. Foi duro, não foi fácil - desabafou o treinador, que fez questão de citar a imprensa para agradecer o prêmio.
- Estou bastante orgulhoso com essa premiação - concluiu.

Sarkozy diz que não se arrepende de encontro com Dalai Lama
REUTERS
PARIS - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, criticado pela China por sua reunião com o Dalai Lama no final de semana, disse nesta segunda-feira que não se arrepende do encontro.
Sarkozy despertou raiva na China ao se encontrar com o Dalai Lama, que é considerado pelo governo de Pequim como um separatista. Os chineses cancelaram uma conferência com a União Européia que aconteceria na França na semana passada como protesto pelo encontro.
O presidente francês encontrou o líder espiritual tibetano exilado em uma cerimônia com vencedores do prêmio Nobel da Paz na Polônia. Ele tinha evitado um encontro durante os Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto, quando o Dalai Lama visitou a França.
- A tarefa de um presidente francês é encontrar todos os vencedores de prêmio Nobel da Paz que queiram encontrá-lo, quaisquer que sejam suas origens, suas convicções, ou as causas que defendem - disse Sarkozy, em discurso para comemorar os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Sarkozy, cujo país ocupa a Presidência rotativa da União Européia até o final do ano, compareceu à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, em agosto, atraindo críticas dos ativistas que criticam o histórico da China em relação aos direitos humanos.
- Eu fui aos Jogos Olímpicos na China por ser um evento importante que os chineses organizaram perfeitamente e que foi um sucesso. Eu não me arrependo nem um pouco de ter representado a Europa lá, já que fui com o consentimento dos outros 27 chefes de Estado e de governo do bloco" - disse Sarkozy.
Sem se referir de forma direta à China, Sarkozy disse que os países ocidentais enfrentam um dilema ao lidar com regimes autoritários que não defendem os direitos humanos.
- Entre todas as dificuldades de ser presidente de um grande país como a França, a questão da melhor maneira para se conversar sobre os direitos humanos certamente tem sido a que me levou às maiores dúvidas e indecisões - disse.
REUTERS
PARIS - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, criticado pela China por sua reunião com o Dalai Lama no final de semana, disse nesta segunda-feira que não se arrepende do encontro.
Sarkozy despertou raiva na China ao se encontrar com o Dalai Lama, que é considerado pelo governo de Pequim como um separatista. Os chineses cancelaram uma conferência com a União Européia que aconteceria na França na semana passada como protesto pelo encontro.
O presidente francês encontrou o líder espiritual tibetano exilado em uma cerimônia com vencedores do prêmio Nobel da Paz na Polônia. Ele tinha evitado um encontro durante os Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto, quando o Dalai Lama visitou a França.
- A tarefa de um presidente francês é encontrar todos os vencedores de prêmio Nobel da Paz que queiram encontrá-lo, quaisquer que sejam suas origens, suas convicções, ou as causas que defendem - disse Sarkozy, em discurso para comemorar os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Sarkozy, cujo país ocupa a Presidência rotativa da União Européia até o final do ano, compareceu à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, em agosto, atraindo críticas dos ativistas que criticam o histórico da China em relação aos direitos humanos.
- Eu fui aos Jogos Olímpicos na China por ser um evento importante que os chineses organizaram perfeitamente e que foi um sucesso. Eu não me arrependo nem um pouco de ter representado a Europa lá, já que fui com o consentimento dos outros 27 chefes de Estado e de governo do bloco" - disse Sarkozy.
Sem se referir de forma direta à China, Sarkozy disse que os países ocidentais enfrentam um dilema ao lidar com regimes autoritários que não defendem os direitos humanos.
- Entre todas as dificuldades de ser presidente de um grande país como a França, a questão da melhor maneira para se conversar sobre os direitos humanos certamente tem sido a que me levou às maiores dúvidas e indecisões - disse.
prêಮಿಒ ನೊಬೆಲ್ 2008
Nobel deste ano afirma que a literatura é cada vez mais importante
JB Online
RIO - O escritor francês Jean Marie Le Clézio, vencedor do prêmio Nobel de Literatura deste ano, afirmou que os livros, apesar de tudo, continuarão existindo. A declaração foi feita neste domingo, na coletiva de imprensa que antecede a premiação, na Academia Sueca.
- A literatura é uma via completa, difícil, mas que eu creio ainda mais necessária hoje do que na época de Byron ou Victor Hugo - disse ele, acrescentando que os escritores são os responsáveis por velar as línguas, e que estas são os inventos mais esplendorosos da humanidade.
Apesar disso, ele não é exatamente otimista com relação ao poder do seu ofício:
- Há muito os escritores deixaram de ter a arrogância de que podem mudar o mundo ou de que seus trabalhos criem modelos de vida melhores.
Le Clézio, que tem 68 anos, promoveu também uma cena singela - ou irônica - ao dedicar o prêmio a Elvira, uma desconhecida que lhe contava histórias na época em que ele morou no Paramá.
E há um brasileiro na lista dos autores que influenciaram o mais novo Nobel: ele citou, ao lado de William Faulkner, Jean-Jacques Rousseau e James Joyce, o fluminense Euclides da Cunha.
A cerimônia de entrega do Nobel será nesta quarta-feira.
JB Online
RIO - O escritor francês Jean Marie Le Clézio, vencedor do prêmio Nobel de Literatura deste ano, afirmou que os livros, apesar de tudo, continuarão existindo. A declaração foi feita neste domingo, na coletiva de imprensa que antecede a premiação, na Academia Sueca.
- A literatura é uma via completa, difícil, mas que eu creio ainda mais necessária hoje do que na época de Byron ou Victor Hugo - disse ele, acrescentando que os escritores são os responsáveis por velar as línguas, e que estas são os inventos mais esplendorosos da humanidade.
Apesar disso, ele não é exatamente otimista com relação ao poder do seu ofício:
- Há muito os escritores deixaram de ter a arrogância de que podem mudar o mundo ou de que seus trabalhos criem modelos de vida melhores.
Le Clézio, que tem 68 anos, promoveu também uma cena singela - ou irônica - ao dedicar o prêmio a Elvira, uma desconhecida que lhe contava histórias na época em que ele morou no Paramá.
E há um brasileiro na lista dos autores que influenciaram o mais novo Nobel: ele citou, ao lado de William Faulkner, Jean-Jacques Rousseau e James Joyce, o fluminense Euclides da Cunha.
A cerimônia de entrega do Nobel será nesta quarta-feira.
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